Jairo Nicolau: ‘Nunca vi mobilização política como a por Lula neste segundo turno’

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Fonte da notícia: CBN CBN

O cientista político e escritor Jairo Nicolau foi o entrevistado do Fim de Expediente desta sexta-feira (16). Ele analisou o cenário atual das eleições presidenciais e afirmou ter visto dois momentos inesperados. O inicial foi antes do primeiro turno, quando havia um “silêncio” sobre o assunto. “Eu acompanho eleições há muitos anos, posso dizer que eu vi todas as eleições do atual ciclo democrático. E o primeiro turno dessa eleição foi o mais desanimado e com menos envolvimento das pessoas que eu lembro ter visto na vida. E também com silêncio. As pessoas muitas vezes não queriam falar de política”, disse.

Após o primeiro turno, surgiu o cenário oposto: mobilização política não apenas nas redes sociais, mas também nas ruas.

“A gente está vendo uma mobilização política que eu também nunca vi. Então, a gente passou de um extremo ao outro. É uma mobilização basicamente das forças políticas que apoiam Lula, não tem ainda algo semelhante acontecendo nos apoiadores do Flávio Bolsonaro. Puxando pela memória, eu só lembro de ter visto em 1989. (...) Então, nós passamos de uma frieza total, inclusive da esquerda no primeiro turno, para uma mobilização que ninguém imaginava que aconteceria com essa força no segundo turno. O contraste dos dois turnos chama a atenção”, completou. Nicolau também falou sobre as pesquisas eleitorais. O cientista político afirmou que a função dos levantamentos é servir de amostra do Brasil.

“Estatisticamente, quando você tem uma amostra, seja para qualquer produto, está inerente a esse exercício que vem um ‘errozinho’. Você não tem como cravar. Agora, na eleição, você tem como comparar o que o Instituto fez na véspera com o que saiu na urna. E o eleitorado, muitas vezes, fica bravo porque está esperando essa diferença. Agora, acertar na mosca é mais o acaso do que o instrumento, é mais sorte que competência. Uma eleição não é uma corrida de cavalo e as pesquisas não funcionam dessa maneira que a população acha, mas não tem jeito”, falou.

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