Jairinho destitui defesa e pede adiamento do júri após advogado sofrer infarto: ‘Fica impossível eu ser defendido’

Jairinho destitui defesa e pede adiamento do júri após advogado sofrer infarto: ‘Fica impossível eu ser defendido’

 

Fonte: Bandeira



O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, pela morte de Henry Borel começou nesta segunda-feira com um novo pedido de adiamento apresentado pela defesa. Durante a sessão no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio, o réu anunciou a destituição de seus advogados e alegou estar sem condições de prosseguir no julgamento após o advogado Fabiano Tadeu Lopes sofrer um infarto, no último sábado, e não comparecer ao tribunal.

Os donos do crime: Investigação da PF revela infiltração do CV em órgãos públicos e interesse em cooptar políticos com trânsito no governo

Bilhete de R$ 6: Saiba onde foi feita a aposta vencedora da Mega-Sena no Rio

Ao falar diretamente com a juíza Elizabeth Machado Louro, Jairinho afirmou que havia pedido ainda no domingo que o júri fosse mantido, mas disse ter sido informado posteriormente de que os demais integrantes da equipe não conseguiriam substituir adequadamente o advogado responsável pelo caso.

Segundo ele, Fabiano Lopes é quem possui maior conhecimento sobre três processos sob sigilo que envolvem pessoas que deverão prestar depoimento durante o julgamento.

Henry Borel tinha 4 anos quando morreu em casa, à noite, depois de sofrer 23 lesões

Reprodução

'Oportunismo e interesses escusos': Prefeito do Rio rebate ação do Procon contra fim do dinheiro nos ônibus e defende Jaé

— Eu sei que tem três processos que eu estou respondendo também, e essas pessoas vão estar aqui dentro do plenário para ser testemunhas. A única pessoa que tem condição de inquirir essas pessoas é o doutor Fabiano — afirmou Jairinho.

O ex-vereador relatou que chegou a solicitar que outros integrantes da banca assumissem a condução da defesa, mas disse que foi informado de que não haveria tempo suficiente para absorver todo o conteúdo necessário para atuar no júri.

Na foto, Leniel Borel, pai de Henry, chega ao TJ

Gabriel de Paiva/ Agência O Globo

— Voltaram para mim e falaram que não tinha condição, no intervalo de tempo de ontem para hoje, de fazer um trabalho que pudesse suprir a ausência do doutor Fabiano — declarou.

Complexo de Gericinó: Foragida por tráfico é presa ao visitar o filho em presídio

Em seguida, o ex-vereador alegou que não teria condições de exercer plenamente seu direito de defesa sem a presença do advogado que o acompanha no processo.

— Sendo assim, doutora, fica impossível eu ser defendido nesse momento, porque a pessoa que está me defendendo há um dia atrás teve um infarto e é ele quem tem conhecimento dos fatos para demonstrar aos jurados a verdade do que está acontecendo — disse.

Apesar do pedido, Jairinho afirmou que desejava a continuidade do julgamento e disse querer encerrar o processo.

— Pelos meus três filhos, o que eu mais queria hoje era começar esse plenário e terminar, mas infelizmente eu não posso. Eu estou sem defesa — declarou.

Golpe: Taxista é preso em Copacabana após tentar cobrar R$ 3,4 mil de turistas alemães por corrida de cerca de R$ 40

Promotor reage

O promotor Fábio Vieira dos Santos lembrou, ao falar no plenário, do julgamento iniciado em março deste ano e suspenso após a defesa de Jairinho abandonar o II Tribunal do Júri:

— Primeiramente a defesa do Jairo, (promoveu o adiamento) no dia 23 de março, e agora o próprio acusado, no dia 25 de maio, está dando motivos para um adiamento.

Santos também afirmou que o Ministério Público está preparado para prosseguir com o julgamento mesmo diante da nova controvérsia envolvendo a defesa do réu. Segundo ele, caso fosse necessário, a acusação teria condições de dar continuidade ao processo envolvendo apenas Monique Medeiros Costa e Silva, embora considere mais adequado que os dois acusados sejam julgados conjuntamente.

Vídeos viralizaram: O samba que os gringos traduzem para vários idiomas como símbolo do 'Brazil Core' e das experiências no Rio

— Eu já adianto aqui que o Ministério Público está apto a continuar nesse cenário para o julgamento da Monique — afirmou.

O promotor ressaltou ainda que a realização do júri dos dois réus ao mesmo tempo atende a critérios de lógica processual e economia dos atos judiciais, mas ponderou que nem sempre isso é possível diante das circunstâncias do caso.

'Oportunidade de transformar o Rio na cidade de Machado de Assis': Livro reconstrói geografia das 9 casas do autor em terras cariocas

Quem é Jairinho

Com base eleitoral na Zona Oeste, o ex-vereador entrou na política em 2004, aos 27 anos, herdando os passos eleitorais do pai, o então deputado Coronel Jairo, sendo o candidato mais votado do Partido Social Cristão (PSC) para a Câmara do Rio. No mesmo ano, se formou em medicina pela Unigranrio mas optou por seguir a carreira na política. Ele chegou a ser líder do ex-prefeito Marcelo Crivella no legislativo.

Em depoimento na 16ª DP (Barra da Tijuca), dias depois da morte do enteado Henry Borel, em 8 de março de 2021, ele disse que não tentou fazer massagem cardíaca no menino antes de levá-lo para o hospital por falta de experiência. À polícia, disse que a última vez que realizou o procedimento foi em um boneco, durante as aulas do curso de graduação.

Explosão no número de moções: Homenagens a líderes religiosos disparam na Câmara de Niterói

Jairinho era uma conhecida liderança na Câmara de Vereadores do Rio

Bruno Dantas/TJRJ

Um dos motivos para ele ser acusado de coação foi o depoimento de um alto executivo da área de saúde, que foi contatado por Jairinho para tentar impedir que o corpo do menino fosse encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde foram atestadas as agressões.

Quem é Monique

Monique Medeiros, a mãe de Henry Borel, está presa preventivamente no Complexo Penitenciário de Gericinó, a exemplo do ex-vereador Jairinho. Ela chegou a ser liberada para responder o processo em liberdade, em agosto de 2022 por decisão do Superior Tribunal de Justiça STF). Mas voltou a ser presa depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, em julho de 2023, ao analisar um recurso dos advogados do Leniel Borel, pai da criança.

Monique Medeiros durante julgamento adiado do caso Henry Borel

Gabriel de Paiva/ Agência O Globo

Monique conheceu Leniel Borel, pai de Henry Borel no fim de 2011, quando os dois comemoravam o aniversário de uma amiga, no restaurante Faenza, na Barra da Tijuca. Formada em Letras (Português e Literatura), tinha sido recém-aprovada em um concurso para professora da prefeitura do Rio. Em dezembro de 2012, quando já moravam juntos, os dois se casaram. Com os anos, o relacionamento esfriou porque Leniel arrumou um emprego em Macaé e só retornava para a casa no Recreio nos fins de semana. Eles se separaram em julho de 2020 e ela voltou a morar com a mãe em Bangu.

Em agosto de 2020, Monique conheceu Jairinho em um almoço profissional no Shopping Village Mall, na Barra. Em outubro, quando já haviam saído algumas vezes juntos, começaram a namorar. Um mês depois, o ex-vereador convidou ela e o filho para os três morarem juntos em um apartamento no condomínio Majestic, no Cidade Jardim.

Em janeiro de 2021, quando ja vivia com Jairinho, ela foi nomeada assessora do Tribunal de Contas do município, onde passou a ganhar mais. Antes, na condição de diretora da Escola Municipal Ariena Vianna da Silva, em Senador Camará, ganhava cerca de R$ 4,5 mil. No TCM, onde foi exonerada após a prisão, o salário era de R$ 12.177,04.

Confira passo a passo como Monique e Jairinho acabaram presos

8 de março de 2021

3h30 - Monique e Jairinho levam Henry à emergência do Barra D'Or.

5h42 - As pediatras do hospital atestam a morte do menino. Em depoimento, elas garantiram que ele já chegou morto à unidade de saúde, mas foi submetido a tentativas de manobras de reanimação.

12h18 - Um registro de ocorrência de remoção para verificação de óbito é feito na 16ª DP. A polícia determina ainda que uma perícia no apartamento do então casal seja feita pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).

12h42 - Leniel Borel de Almeida, pai de Henry, presta depoimento na delegacia. Ele contou ter recebido uma ligação de sua ex-companheira, Monique, por volta de 4h30. Ela teria dito que o filho deles estava “sem respirar” e foi levado ao hospital. Ao chegar ao local e encontrá-la, na companhia de Dr. Jairinho, o engenheiro foi informado de que a criança havia feito um “barulho estranho” enquanto dormia. Os dois contaram que, no quarto do menino, encontraram-no com os “olhos virados” e com dificuldade respiratória.

14h - O corpo de Henry é levado para o Instituto Médico-Legal (IML), no Centro do Rio.

18h24 - No IML, o perito legista Leonardo Huber conclui o exame de necropsia e aponta que o menino sofreu hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente, e que seu corpo apresentava equimoses, hematomas, edemas e contusões. O laudo da necropsia revela que o menino tinha 23 lesões e que o óbito ocorreu em um intervalo de quatro horas após sofrer hemorragia interna provocada por lesão hepática.

9 de março de 2021

O corpo de Henry é enterrado no Cemitério do Murundu, em Realengo, na Zona Oeste do Rio.

17 de março

22h03 - Monique presta depoimento na 16ª DP. Ela conta que estava assistindo a uma série na televisão com Jairinho quando, às 3h30, teria levantado e encontrado Henry caído no chão, com mãos e pés gelados, olhos revirados e sem responder ao seu chamado. A professora disse ter gritado pelo namorado, que foi imediatamente ao cômodo. Eles teriam se arrumado rapidamente e se dirigido para o Barra D’Or. No caminho, ela diz ter feito uma respiração boca a boca na criança, depois de orientação do parlamentar. Ao chegar à unidade, ela contou ter gritado pedindo ajuda, tendo recebido atendimento de várias pessoas imediatamente. Questionada se havia lido o laudo com a causa da morte de Henry, Monique afirmou acreditar que ele possa ter acordado, ficado em pé sobre a cama, se desequilibrado ou até tropeçado no encosto da poltrona e caído no chão.

Na capital: Procon-RJ e Sedcon acionam a Justiça para manter pagamento em dinheiro nos ônibus e barrar mudanças no Jaé

2h15 - Horas depois, Jairinho também concluiu seu termo de declaração, na mesma delegacia. O ex-vereador confirmou todas as informações dadas pela namorada. Ele contou ter dormido após tomar três medicações que faz uso há cerca de 10 anos e, ao ser acordado por ela, foi urinar. Com os gritos dela, disse ter caminhado até o quarto. No local, Jairinho diz ter colocado a mão no braço de Henry e notado que o menino estava com temperatura bem abaixo do normal e com a boca aberta, parecendo respirar mal. Ele contou que acreditou que Henry havia bronco-aspirado, mas seu quadro evoluía mal, já que no caminho para o hospital não respondeu à respiração boca a boca nem aos estímulos feitos por Monique. Jairinho contou que, apesar de ter formação em Medicina, nunca exerceu a profissão e a última massagem cardíaca que realizou foi em um boneco, durante a graduação.


22 de março

19h18 - Uma amante de Jairinho contou em depoimento que, às 11h46 do dia 8 de março — seis horas e quatro minutos após atestada a morte de Henry —, eles conversaram “como se nada tivesse acontecido”. A estudante afirmou que o então parlamentar enviou mensagens para saber sobre o resultado de um exame médico que fizera. A estudante disse ainda ter ligado para a irmã de Jairinho, tendo o próprio posteriormente retornado o telefonema. Ela disse que o ex-vereador a orientou a “ficar tranquila” após ter sido chamada para depor, pois apenas teria que relatar como fora o relacionamento dos dois e se ele era agressivo. Ela reiterou que ele continuou sem falar sobre o falecimento do enteado tampouco sobre como “se sentia”.

Na Baixada Fluminense: Polícia apreende 200 mil figurinhas falsificadas do álbum da Copa do Mundo

23 de março

3h59 - Uma ex-namorada de Jairinho compareceu à 16ª DP relatando ter sido agredida pelo vereador e disse que a filha, de 3 anos à época, ficava nervosa, chorava e até vomitava ao vê-lo. A menina chegou a contar para a avó materna que também apanhava do parlamentar e que teve a cabeça afundada por ele embaixo da água de uma piscina.

18h - As três médicas pediatras que atenderam Henry Borel são ouvidas pela polícia. As profissionais garantiram que ele chegou morto à unidade de saúde e com as lesões externas no corpo descritas nos dois laudos do exame de necropsia.

19h - Três vizinhos de Monique e Jairinho também prestaram depoimento. Eles garantiram não terem ouvido nenhum barulho ou visto nenhuma anormalidade durante a madrugada do dia 8.

Saiba como funciona a legislação: Mais de seis mil crianças têm medida protetiva pela Lei Henry Borel

20h15 - A babá de Henry também foi ouvida. Ela definiu a criança como “boa” e “perfeita” e negou ter presenciado qualquer anormalidade na família, que disse ter visto reunida, no máximo, quatro vezes. A funcionária contou também que Henry lhe fazia algumas perguntas, como "Tia, por que existe a separação?". Para essa questão, ela diz ter respondido: “Para as pessoas não ficarem brigando, é melhor que se separem". A babá relatou ainda que, por volta de 9h30 do dia 8 de março, recebeu uma ligação de Monique, que dizia: “Você não precisa ir trabalhar hoje. Henry caiu da cama. Perdi meu bem mais precioso”.

24 de março

19h46 - A empregada doméstica que trabalhava para Monique e Jairinho durante os dias de semana contou em depoimento só ter visto a família junta três vezes. Ela relatou ter presenciado Henry, no carnaval, correndo em direção ao vereador gritando: “Tio Jairinho, tio Jairinho!” e o abraçando. Ela negou ter presenciado qualquer discussão entre eles. No dia 8 de março, a mulher relatou ter chegado por volta de 7h30, como de costume, e organizado a casa. Ela disse ter estranhado apenas o fato de a luz da cozinha estar acesa. Ela contou que, às 9h46, recebeu um telefonema de Monique e disse que ela poderia tirar o dia de folga. Minutos depois, quando esperava o elevador, a empregada encontrou a professora retornando do hospital e foi informada sobre a morte de Henry. Horas após o depoimento, na madrugada, Monique enviou uma mensagem pedindo que a empregada não a abandonasse. As mensagens foram apagadas, mas recuperadas pela polícia durante as investigações com o auxílio de um software.

21h38 - A avó materna de Henry, Rosângela Medeiros da Costa e Silva é ouvida pela polícia. Ela definiu o neto como um menino doce, tímido, introvertido, educado e excelente aluno. A mulher disse ter recebido uma ligação de Monique dizendo: “Mãe, o Henry não está respirando!” e imediatamente se dirigiu ao Hospital Barra D’Or com o outro filho. Durante o trajeto, ela ligou novamente insistindo: “Mãe, vem para cá”. Minutos depois, disse ter recebido o terceiro telefonema, quando soube que o menino havia falecido. Chegando a unidade de saúde, Rosângela contou que encontrou a filha “desolada”. Questionada sobre a causa da morte de Henry, Rosângela informou que "pelo que soube" ele “teve um problema no fígado, uma hemorragia causada por uma queda”.

26 de março

Policiais da 16ª DP (Barra da Tijuca) cumpriram 11 mandados de busca e apreensão de celulares e laptops em quatro endereços ligados a Leniel, Monique e Jairinho, no Recreio dos Bandeirantes e em Bangu. A medida foi solicitada pelo delegado Henrique Damasceno e deferida pelo juízo da II Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio.

29 de março

14h - Peritos do IML e do ICCE, além de policiais da 16ª DP, iniciaram as perícias complementares no apartamento onde moravam Jairinho, Monique e Henry. Eles passaram a tarde no imóvel, que foi interditado judicialmente por um mês para o trabalho dos investigadores. Foram feitas medições, análises de manchas encontradas além de fotografias do apartamento.

16h06 - Na delegacia, a psicóloga que realizava o acompanhamento terapêutico de Henry, desde o início de fevereiro de 2021, disse ter sido procurada por Monique, que relatava que ele "não queria ficar" em sua casa. A profissional contou ter realizado cinco consultas com a criança, que demonstrava afeto pelos avós maternos e que pronunciou o nome de Jairinho somente no último encontro. Ela disse que a professora reclamava que Henry não queria ir ao colégio. A mulher disse ainda que Henry contou morar "um tio" em sua casa. Perguntado quem era, o menino respondeu: "Tio Jairinho", sem deixar transparecer medo do padrasto. Logo em seguida, ele disse estar com saudades do pai.

17h24 - Em depoimento, uma professora de Henry, disse não ter tido muito contato com ele, por ser aluno novo e pelo fato de estarem atuando em sistema híbrido — com aulas alternadas entre presenciais e on-line. Ela disse que a criança apresentava comportamento alegre, falante, participativo e muito interessado. A professora negou ter percebido alguma lesão ou qualquer sinal de maus-tratos. Ela negou também que Henry tenha reclamado de algum tipo de abuso ou problema no ambiente familiar.

30 de março

Monique e Jairinho são intimados a participar de uma reprodução simulada no apartamento onde moravam com Henry, às 14h do dia 1º de abril. O casal foi chamado para encenar a narrativa que apresentou em depoimento na delegacia sobre o que ocorreu no imóvel durante a madrugada de 8 de março.

31 de março

14h - Um cirurgião plástico responsável pelo implante de silicone em uma das ex-namoradas de Jairinho prestou depoimento. Ele foi intimado a fim de que confirmasse as informações dadas por ela na delegacia de que os pontos da cirurgia teriam rompido depois de uma agressão do vereador.

1º de abril

14h - Mesmo com a ausência de Monique e Jairinho, peritos do IML e do ICCE e policiais da 16ª DP realizaram a reprodução simulada por cerca de quatro horas no apartamento. Uma investigadora representou a professora e um agente representou o parlamentar nas encenações. Um boneco, com as características de peso e altura de Henry também foi usado.

Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, que teve mandato de vereador cassado, é preso pela tortura e morte de seu enteado, Henry Borel, de 4 anos. O crime ocorreu em março de 2021

Guito Moreto / Agência O Globo

8 de abril

6h - Dr. Jairinho e Monique são presos, no início da manhã, acusados de envolvimento na morte de Henry. Após um mês de investigação, a polícia concluiu que o vereador agredia o enteado , e que a mãe da criança sabia disso.

Novo laudo

Em janeiro deste ano, a acusação apresentou um novo laudo, que reconstruiu o caso em 3D, concluindo que a morte de Henry foi provocada por agressões físicas e descartando a hipótese de queda acidental. Elaborado pela Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia (Dedit), com assistência técnica do MP, o documento descreve um padrão de lesões externas e internas incompatível com acidente doméstico.

Initial plugin text