Buscar uma alimentação equilibrada faz parte de uma rotina saudável.
O problema começa quando a preocupação com a qualidade dos alimentos se transforma em uma necessidade constante de controlar o que entra no prato.
Esse comportamento pode estar relacionado à ortorexia, um transtorno alimentar marcado pela fixação em comer apenas aquilo que a pessoa considera saudável.
Melasma: Por que as manchas voltam mesmo depois do tratamento?
Confira: O que está por trás da dificuldade de Meghan Markle para contratar funcionários
Embora o termo ainda não tenha diagnósticos oficiais, especialistas que trabalham com transtornos alimentares observam o aumento desse tipo de comportamento.
A dificuldade está justamente em reconhecer o problema: como a alimentação saudável costuma ser associada ao bem-estar, atitudes excessivamente restritivas podem ser vistas como positivas.
A pessoa com ortorexia pode passar a eliminar grupos inteiros de alimentos por considerá-los prejudiciais, mesmo sem uma recomendação médica ou evidência científica que justifique a restrição.
Carboidratos, açúcar, glúten e alimentos considerados “ultraprocessados” podem entrar nessa lista.
Quais são os sinais?
Entre os comportamentos que merecem atenção estão a necessidade constante de controlar os ingredientes, a eliminação de diversos alimentos e o medo intenso de consumir algo considerado “ruim” ou “tóxico”.
Outra atitude é quando a alimentação começa a interferir na vida social.
A pessoa pode evitar restaurantes, festas e encontros por não saber como a comida será preparada ou por não conseguir seguir suas próprias regras fora de casa.
As restrições podem afetar o organismo
A retirada de diversos grupos alimentares pode dificultar o consumo adequado de nutrientes e calorias necessários para o funcionamento do corpo.
Em alguns casos, a alimentação excessivamente limitada também pode provocar problemas digestivos, como constipação.
As redes sociais podem influenciar
Conteúdos sobre “alimentação limpa”, dietas restritivas e listas de alimentos considerados bons ou ruins podem reforçar a ideia de que existe uma maneira perfeita de comer.
O excesso de informações — muitas vezes sem respaldo científico — pode aumentar o medo de determinados ingredientes e incentivar comportamentos cada vez mais rígidos.
Por isso, seguir uma dieta aparentemente saudável não significa necessariamente ter uma relação saudável com a comida.
O principal ponto de atenção é quando as regras passam a controlar a rotina, causar sofrimento ou dificultar a vida social.
Se a preocupação com a alimentação estiver provocando ansiedade, culpa, isolamento ou restrições cada vez maiores, vale procurar ajuda profissional.
Psicólogos, psiquiatras e nutricionistas especializados em transtornos alimentares podem avaliar a relação com a comida e indicar o acompanhamento adequado.
Já ouviu falar em ortorexia? Conheça o transtorno que transforma a alimentação saudável em obsessão
Fonte:
