Itália nega aos EUA uso de base após planos de pouso sem aviso, afirma jornal

 

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A Itália negou aos Estados Unidos a permissão para usar a base de Sigonella, localizada na Sicília. O incidente, ocorrido há alguns dias, foi noticiado nesta terça-feira (31) pelo jornal Corriere della Sera e confirmado por fontes informadas a outros veículos.

A recusa partiu do ministro da Defesa, Guido Crosetto, e foi motivada pela divulgação do plano de voo de diversas aeronaves americanas, que previam pouso em Sigonella antes de seguirem para o Oriente Médio.

No entanto, ninguém havia solicitado autorização ou consultado a cúpula militar italiana. Esse plano foi comunicado enquanto as aeronaves já estavam em voo, e verificações revelaram que não se tratavam de voos normais ou logísticos e, portanto, não abrangidos pelo tratado com a Itália.

A Espanha anunciou nesta segunda-feira (30) ter fechado seu espaço aéreo para aeronaves envolvidas na guerra com o Irã, incluindo os americanos. A informação foi revelada pelo jornal El País e confirmada pelo governo através da ministra da Defesa, Margarita Robles.

'Não autorizamos o uso de bases militares nem o uso do espaço aéreo para ações relacionadas à guerra no Irã', comentou ela a repórteres em Madrid.

Segundo a reportagem, a proibição incluí o uso das bases militares de Rota e Morón, que abrigam forças americanas na Espanha. A proibição já havia causado um conflito entre os líderes da Espanha e Donald Trump.

A medida se estende à proibição de aeronaves ligadas à guerra sobrevoarem o espaço aéreo espanhol, o que poderia incluir, por exemplo, voos militares dos EUA partindo do Reino Unido ou da França.

A decisão espanhola obriga os aviões militares americanos a contornarem a Espanha a caminho do Oriente Médio.

'Esta decisão faz parte da decisão já tomada pelo governo espanhol de não participar ou contribuir para uma guerra iniciada unilateralmente e contra o direito internacional', disse o ministro da Economia, Carlos Cuerpo, em entrevista à rádio Cadena Ser.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, tem sido um dos opositores mais fortes dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, os descrevendo como imprudentes e ilegais.

Trump ameaçou cortar relações comerciais com Madri por esta ter negado aos EUA o uso das bases militares espanholas.

Parlamento iraniano aprova pedágio para navios que transitam pelo Estreito de Ormuz

Estreito de Ormuz é uma região entre Irã e Omã.

Reprodução/Nasa

O parlamento iraniano aprovou nesta terça-feira (31) planos para introduzir uma taxa para navios que transitam pelo Estreito de Ormuz, segundo informações da agência de notícias iraniana Fars.

O texto reafirma o 'papel soberano' do Irã e de suas forças armadas no estreito, a cooperação com Omã e a proibição de qualquer país impor sanções unilaterais a Teerã.

Cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural normalmente passa pelo Estreito de Ormuz e, desde o início da guerra, o Irã já impôs uma taxa aos navios para garantir sua passagem segura.

De acordo com a rede de TV americana NBC, alguns já pagaram milhões para transitar pelo estreito. A taxa é de cerca de US$ 2 milhões para uma espécie de escolta e segurança por parte dos iranianos nessa passagem

Na semana passada, o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo afirmou que o Irã está cobrando taxas para que os navios possam transitar com segurança pelo Estreito de Ormuz. A informação havia sido divulgada pela imprensa nos últimos dias e é pela primeira vez confirmada por uma autoridade oficialmente.

Jasem Mohamed al-Budaiwi é o primeiro alto funcionário a acusar o Irã de cobrar pela passagem segura pelo estreito, a estreita entrada do Golfo Pérsico por onde antes passavam 20% de todo o gás natural e petróleo do mundo.

De acordo com ele, essa cobrança 'ultrapassou todos os limites'.

'Eles fecharam o Estreito de Ormuz e impuseram taxas para a passagem, o que é uma agressão e uma violação do acordo das Nações Unidas sobre o direito do mar. Além disso, algumas embarcações foram sequestradas ou atacadas'.