Itália confisca mais de R$ 1 bilhão em bens ligados a chefão morto da máfia siciliana

Itália confisca mais de R$ 1 bilhão em bens ligados a chefão morto da máfia siciliana

 

Fonte: Bandeira



A Itália anunciou nesta quinta-feira o confisco de bens avaliados em mais de 200 milhões de euros ligados ao já falecido chefe mafioso Matteo Messina Denaro, em uma operação que alcançou diversos territórios fora do país.

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Segundo comunicado da polícia italiana, os ativos haviam sido acumulados desde a década de 1980 "em benefício de Matteo Messina Denaro", capturado em 2023 após três décadas foragido e morto na prisão no mesmo ano.

A apreensão ocorreu em Andorra, Ilhas Cayman, Gibraltar, Líbano, Luxemburgo, Mônaco, Espanha e Suíça, além da própria Itália. Três pessoas também foram presas durante a investigação.

Chefão da Cosa Nostra ficou 30 anos foragido

Messina Denaro foi um dos chefes mais implacáveis da Cosa Nostra, a máfia siciliana retratada nos filmes da saga O Poderoso Chefão.

Ele foi condenado por participação no assassinato dos juízes antimáfia Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, em 1992, e pelos atentados a bomba realizados em Roma, Florença e Milão, em 1993.

Uma de suas seis penas de prisão perpétua estava ligada ao sequestro e assassinato do filho de 12 anos de uma testemunha no caso Falcone.

O mafioso desapareceu em 1993 e passou os 30 anos seguintes foragido, enquanto o Estado italiano ampliava a ofensiva contra a máfia siciliana.

Durante esse período, permaneceu no topo da lista dos criminosos mais procurados do país e se transformou em uma figura cercada de notoriedade.

Tratamento contra câncer levou à captura

A longa fuga terminou por causa da busca por tratamento médico.

Messina Denaro foi preso em 16 de janeiro de 2023 ao comparecer a uma clínica de saúde em Palermo, na Sicília, para tratar um câncer.

As investigações revelaram depois que ele vivia perto de sua cidade natal, Castelvetrano, no oeste da ilha.

Após a prisão, o mafioso foi interrogado sob custódia e chegou a negar ligação com a Cosa Nostra.

Ele cumpriu pena inicialmente em uma penitenciária na cidade de L'Aquila, onde continuou o tratamento contra o câncer, mas acabou transferido para um hospital em agosto daquele ano sob forte esquema de segurança.

Messina Denaro morreu meses depois, ainda sob custódia do Estado italiano.