Israel não esperava que Hezbollah se juntasse aos combates com tamanha intensidade, diz oficial israelense

 

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Um oficial israelense revelou nesta quarta-feira (4) que não era esperado que o Hezbollah se juntasse aos combates com tanta intensidade. De acordo com um jornal, ele admitiu que Israel subestimou as ações do Hezbollah após o grupo se envolver nos combates ao lado do Irã.

“Estávamos enganados sobre o Hezbollah – não pensávamos que eles disparariam a essas distâncias”, disse o oficial, após o Hezbollah ter lançado cinco foguetes em direção ao centro de Israel.

Nos últimos dias, a maioria dos ataques com foguetes e drones do Hezbollah atingiu comunidades no norte de Israel.

Segundo o relatório, a mudança de postura do grupo deverá ser discutida em uma reunião de segurança convocada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ainda nesta quarta-feira à noite.

Participarão do encontro o ministro da Defesa, Israel Katz; o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir; o ministro das Relações Exteriores, Gideon Sa’ar; e altos funcionários de segurança, mas não todo o gabinete de segurança, que, segundo relatos, se reuniu apenas uma vez desde o início da guerra.

Hezbollah anuncia guerra aberta contra Israel após 'era da paciência' acabar

O alto funcionário do Hezbollah, Mahmoud Qmati, afirmou nesta terça-feira (3), segundo a Al Jazeera, que os ataques recentes não deixaram ao grupo 'outra opção senão retornar à resistência'.

Ele defendeu que se Israel queria uma guerra aberta, 'então que seja uma guerra aberta', acrescentando que 'a era da paciência acabou'.

A afirmação ocorreu no mesmo dia em que o presidente do Líbano afirmou que a decisão do governo de proibir imediatamente as atividades militares do Hezbollah é 'definitiva'. Segundo ele, 'não há volta atrás'.

Joseph Khalil Aoun declarou que a decisão do gabinete obriga o Hezbollah a entregar suas armas ao Estado, ressaltando que a autoridade para decidir sobre questões de guerra e paz cabe exclusivamente ao governo.