Israel mata novo ministro da Defesa do Irã, diz mídia do país
A mídia israelense relata nesta terça-feira (3) que novos ataques em Teerã, capital do Irã, mataram Ebn Al-Reza, novo ministro da Defesa iraniano. Essa informação foi revelada pelo canal 12. O ministro anterior tinha sido morto em outros ataques de Israel.
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As Forças de Defesa de Israel anunciaram nesta terça-feira (3) que atacaram nas últimas horas, através da Força Aérea, o 'complexo de liderança' do Irã em Teerã, capital do país. Cerca de 100 caças lançaram mais de 250 bombas sobre o complexo.
Os edifícios visados no complexo incluíam o gabinete presidencial do Irã, a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, um complexo usado pelo 'fórum mais importante' do Irã para reuniões, bem como uma 'instituição para treinamento de oficiais do exército iraniano', de acordo com as Forças de Defesa de Israel.
'O complexo de liderança do regime terrorista é um dos ativos mais seguros do Irã e se estende por várias ruas no coração de Teerã', diz o exército, descrevendo como o 'quartel-general mais importante e central do regime terrorista iraniano'.
'A liderança e os responsáveis pela segurança do regime terrorista reuniam-se frequentemente no complexo e, a partir dali, realizavam, entre outras coisas, avaliações da situação relativa ao programa nuclear iraniano e ao avanço do plano para destruir o Estado de Israel', segue a nota oficial.
Em outro bombardeio, Israel anunciou que concluiu uma série de ataques aéreos contra alvos militares do Hezbollah em Beirute, no Líbano.
Segundo nota oficial, os ataques atingiram depósitos de armas, centros de comando e equipamentos de 'comunicações via satélite' pertencentes à divisão de inteligência do Hezbollah.
'Foram atingidos locais de comunicação usados pela organização terrorista Hezbollah como infraestrutura para o terrorismo, os quais a organização utilizava para realizar atividades terroristas, coletar informações e também para fins de propaganda', afirmaram as Forças de Defesa de Israel.
A mídia libanesa noticiou que os estúdios do canal de notícias Al-Manar, pertencente ao Hezbollah, foram alvejados.
Antes dos ataques, as Forças de Defesa de Israel emitiram alertas de evacuação, 'para mitigar os danos aos civis', segundo o comunicado.
'Todos os alvos atacados eram alvos terroristas destinados a serem usados pela organização terrorista para promover e executar diversos planos terroristas contra as forças das Forças de Defesa de Israel e cidadãos do Estado de Israel'.
Embaixada dos EUA é atingida
A embaixada dos EUA em Riade, na Arábia Saudita, após ter sido atingida por drones.
AFP
A embaixada dos Estados Unidos em Riad, na Arábia Saudita, foi atingida por dois drones nesta terça-feira. O local estava vazio, e não houve mortos ou feridos, conforme a representação americana.
Em comunicado, a Embaixada pediu para que os cidadãos americanos no país busquem abrigo. As explosões ocorrem num momento em que o Irã intensifica a campanha contra os países do Golfo.
Diversos drones têm sido lançados por Teerã contra alvos no Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos — muitos deles em direção a bases americanas.
No Iraque, um ataque feito também com drones teve como alvo uma base militar dos Estados Unidos nas proximidades do aeroporto de Erbil. No Kuwait, a embaixada americana foi fechada por tempo indeterminado.
Ao ser perguntado sobre uma possível retaliação, Donald Trump disse que a resposta aos ataques ocorrerá em breve.
O Exército de Israel disse que aplicou um ataque simultâneo contra Teerã e Beirute.
A Força Aérea israelense atingiu alvos militares iranianos e do grupo terrorista Hezbollah. A informação foi confirmada na plataforma de mensagens Telegram.
