Israel intensifica ataques no Líbano, e Hezbollah responde com ofensiva de drones apesar do cessar-fogo em vigor
A guerra no Oriente Médio voltou a se intensificar nesta quinta-feira com novos ataques israelenses no sul do Líbano, uma ofensiva com drones do Hezbollah contra Israel e o aumento da tensão no Golfo Pérsico. O Exército israelense ordenou a retirada de moradores de quase dez vilarejos libaneses antes de uma nova onda de bombardeios que, segundo Beirute, deixou ao menos 22 mortos. Em paralelo, Teerã endureceu o discurso após a detenção de quatro iranianos no Kuwait e voltou a defender sua influência sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
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Estes são os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio organizados pelo EXTRA:
Israel anuncia onda de ataques no Líbano contra o Hezbollah
O Exército israelense anunciou nesta quinta-feira uma nova onda de ataques contra o Hezbollah no Líbano, enquanto negociadores israelenses e libaneses devem se reunir em Washington nas próximas horas.
Em um comunicado, o Exército afirmou que os habitantes de quase 10 vilarejos do sul do Líbano devem abandonar a área antes dos bombardeios.
22 mortos em ataques israelenses no Líbano
Pelo menos 22 pessoas morreram nos ataques de quarta-feira do Exército de Israel no Líbano, segundo o Ministério da Saúde libanês, apesar da trégua em vigor desde 17 de abril.
Civis israelenses feridos por ataque de drone do Hezbollah
O Exército israelense afirmou que um drone lançado pelo Hezbollah caiu no território do país e deixou "vários civis israelenses" feridos.
Os confrontos prosseguem entre Israel e o grupo Hezbollah, apesar do cessar-fogo em vigor desde meados de abril e que termina em alguns dias.
Trump e Xi dizem que o Estreito de Ormuz "deve permanecer aberto"
A Casa Branca afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, concordaram sobre a necessidade de manter o Estreito de Ormuz aberto durante o encontro desta quinta-feira em Pequim.
— As duas partes concordaram que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto para favorecer a livre circulação de energia — afirmou a Casa Branca.
Navio sequestrado na costa dos Emirados
Uma embarcação que partiu dos Emirados Árabes Unidos foi sequestrada por pessoas não identificadas e agora segue para águas iranianas, informou nesta quinta-feira uma agência marítima britânica.
O navio foi tomado "por pessoas não autorizadas quando estava ancorado" a 70 quilômetros ao nordeste de Fujairah e "está agora a caminho de águas iranianas", afirmou o centro United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO).
Emirados negam visita secreta de Netanyahu
As autoridades dos Emirados Árabes Unidos desmentiram os "rumores" sobre uma visita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ou de uma delegação militar ao país.
O gabinete do premiê afirmou que Netanyahu viajou em segredo, durante a guerra com o Irã, aos Emirados Árabes Unidos, um dos poucos países árabes que normalizaram suas relações com Israel, e que havia sido recebido pelo presidente, o xeque Mohammed bin Zayed Al Nahyan.
Irã executa dois homens, um por supostos vínculos com o Mossad
Dois homens foram enforcados na quarta-feira no Irã, um declarado culpado de vínculos com o serviço de inteligência israelense (Mossad) e outro por matar um policial durante protestos, segundo as autoridades e grupos de direitos humanos.
Irã afirma que tem "direito de responder" após detenção de iranianos no Kuwait
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país tem o "direito de responder" após a detenção de quatro iranianos no Kuwait.
O Kuwait anunciou na terça-feira a detenção de quatro pessoas no início de maio, quando tentavam entrar no país por via marítima, e afirmou que elas "confessaram" pertencer à Guarda Revolucionária iraniana, acusações que o Irã nega.
Irã espera obter receita expressiva com controle de Ormuz
Um porta-voz do Exército iraniano estimou que o controle do Estreito de Ormuz por parte do Irã poderia gerar ganhos econômicos importantes para a República Islâmica e reforçar a estatura internacional do país.
O bloqueio da rota marítima estratégica, pela qual transitava habitualmente 20% da oferta mundial de petróleo, abalou os mercados internacionais desde o início da guerra no Oriente Médio.
