Israel e EUA coordenam possíveis novos ataques ao Irã em meio a impasse, afirma TV
O governo de Israel está coordenando com os Estados Unidos possíveis novos ataques contra o Irã, enquanto as tensões no Estreito de Ormuz ameaçam um cessar-fogo e um impasse no conflito segue. A notícia é da rede de TV americana CNN, citando uma fonte israelense.
A coordenação inclui a preparação para uma possível campanha de curta duração visando a infraestrutura energética e altos funcionários iranianos, disse a fonte à CNN.
'A intenção seria realizar uma breve campanha com o objetivo de pressionar o Irã a fazer novas concessões nas negociações', continuou.
O relatório afirmou que muitos dos planos já haviam sido elaborados antes do cessar-fogo no início de abril, mas qualquer decisão sobre a retomada das hostilidades cabe ao presidente Donald Trump.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também realizou consultas nos últimos dias, à medida que as tensões aumentaram, afirma a TV americana.
Trump afirma que guerra no Irã pode durar mais duas ou três semanas, mas diz que tempo não é importante
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Divulgação/Casa Branca
Durante uma entrevista ao jornalista Hugh Hewitt, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um possível novo prazo para o final da guerra no Irã.
Apesar de dizer que o 'tempo não é essencial para nós' e que não está agindo sob essa pressão, o republicano defendeu que o conflito pode continuar por 'provavelmente mais duas semanas' ou 'talvez três semanas'.
'Ou fazemos o acordo certo ou vencemos com muita facilidade. Do ponto de vista militar, já vencemos. Vocês já me ouviram dizer isso um milhão de vezes, e outras pessoas também. Eles tinham 159 navios. Agora não têm nenhum. Estão todos no fundo do mar', disse Trump.
O presidente não chegou a confirmar se o Irã violou o cessar-fogo, dizendo 'veremos o que acontece' e, em vez disso, exaltando as capacidades militares dos EUA.
O presidente afirmou que os EUA têm 'controle' sobre o Estreito de Ormuz em meio ao lançamento da operação 'Projeto Liberdade'.
'Eles disseram que iriam tomar o Estreito de Ormuz, e nós pensamos que talvez tivessem conseguido. Nós o tomamos deles', disse o presidente americano sobre o Irã.
Sobre as preocupações com a alta dos preços do petróleo, Trump disse acreditar que os preços poderiam subir ainda mais, alegando que o 'gênio' por trás disso era o fato de navios estarem agora se dirigindo aos EUA em busca de petróleo.
Questionado sobre o futuro do estoque de urânio enriquecido do Irã, Trump minimizou a importância.
'Do ponto de vista do valor, não é muito valioso. Provavelmente não pode ser usado. Eles podem não conseguir obtê-lo. Eu gostaria de recuperá-lo para que eles não sejam tentados", disse Trump sobre o urânio enriquecido', completou.
