Israel bombardeia sul do Líbano e diz que 'a batalha continua' no país
O Exército de Israel realizou nesta quarta-feira uma série de bombardeios no sul do Líbano, após emitir uma nova ordem de evacuação para a região da cidade de Tiro, segundo a Agência Nacional de Informação oficial.
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Os ataques ocorrem apesar do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, em vigor desde a madrugada. Israel afirmou que a trégua não se aplica ao território libanês e declarou que "a batalha continua" no país.
O movimento pró-iraniano Hezbollah não reivindicou nenhum novo ataque contra Israel desde a 01h00, horário local (22h00 GMT de terça-feira), momento em que o cessar-fogo passou a valer.
'Alerta elevado'
O Exército israelense indicou nesta quarta-feira ter suspendido seus ataques contra o Irã após completar uma série de bombardeios noturnos, mas destacou que permanece em alerta para responder a qualquer eventual violação do cessar-fogo anunciado por Washington.
"Seguindo as diretrizes do comando político, o Exército cessou o fogo na campanha contra o Irã e se mantém em estado de alerta elevado, pronto para responder a qualquer violação" da trégua, indicaram as forças armadas em um comunicado.
"Na madrugada de quarta-feira, [as forças armadas israelenses] executaram uma ampla onda de ataques contra pontos de lançamento de mísseis" em diferentes locais do Irã, acrescentou o texto.
Nesta terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o cessar-fogo de duas semanas com apoio de Irã e Israel, a poucas horas do fim do ultimato para a reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto negociações mais amplas seguem previstas.
A trégua, mediada pelo Paquistão, contrasta com declarações anteriores do republicano, que chegou a ameaçar a destruição de “toda uma civilização”, gerando críticas internacionais e questionamentos legais.
Organismos como ONU e Anistia Internacional classificaram a retórica como potencial violação do direito internacional humanitário, enquanto aliados e opositores nos EUA também reagiram com preocupação.
Apesar da pausa, o conflito já atingiu infraestruturas civis estratégicas, elevando o risco de escalada regional e até de incidente nuclear, segundo agências internacionais.
Sob pressão interna e externa, tanto Washington quanto Teerã tentam capitalizar a trégua, ainda que as exigências para um acordo definitivo indiquem um caminho prolongado para o fim da guerra.
