Israel ataca infraestrutura policial do Irã para abrir espaço a uma revolta no país, diz jornal
O governo de Israel vem atacando, além de alvos políticos, também toda a infraestrutura militar iraniana para impedir uma nova repressão e abrir espaço a uma revolta no país que possa derrubar o regime dos aiatolás.
A informação está em uma reportagem do jornal Wall Street Journal citando fontes da inteligência israelense. A ideia é tentar minar qualquer tipo de afrontamento a possíveis novas manifestações que surjam.
Os ataques aéreos israelenses alvejaram pessoas responsáveis pela segurança interna, desde membros da força paramilitar Basij até altos funcionários da inteligência, informou o exército israelense. Os EUA também atingiram algumas agências de segurança interna, incluindo o quartel-general em Teerã da Guarda Revolucionária Islâmica.
Autoridades israelenses afirmaram que pretendem causar danos suficientes ao estado iraniano por meio de ataques aéreos, para que a população possa assumir o controle em terra.
'Se a aposta é que os ataques aéreos concluirão o trabalho de cima enquanto os iranianos o completam de baixo, é uma aposta que não se baseia em nenhum modelo histórico claro. Também ignora a resiliência de sistemas autoritários entrincheirados como a República Islâmica', comentou , Ali Vaez, diretor do projeto Irã do International Crisis Group, ao jornal.
Entre os alvos recentes estava o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica em Tharallah, um local importante para a repressão a protestos. Em períodos de agitação, Tharallah coordena inteligência, policiamento e a Basij, além das prisões.
Caças israelenses também atingiram o quartel-general das unidades especiais do comando policial iraniano, conhecido como Faraja, responsável pelo controle de distúrbios e pela repressão de protestos civis.
Inteligência do Irã entra em contato com CIA para negociar fim da guerra, diz NYT
Destruição em Teerã, no Irã, após ataque de Israel.
AFP
Uma reportagem desta quarta-feira (4) do jornal The New York Times revelou que agentes do Ministério da Inteligência do Irã sinalizaram abertura à Agência Central de Inteligência dos EUA, a CIA, para negociar o fim da guerra no Oriente Médio.
A oferta foi feita por meio da agência de espionagem de um país não identificado, segundo o veículo, que cita autoridades do Oriente Médio e de uma nação ocidental que falaram sob condição de anonimato.
A Casa Branca e a CIA não responderam ao pedido de comentários.
De acordo com a reportagem, autoridades do governo Trump ainda estavam céticas quanto à possibilidade de o Irã ou os EUA estarem realmente prontos para uma 'saída', pelo menos no curto prazo.
O embaixador do Irã nas Nações Unidas, em Genebra, descartou nessa terça-feira (3), por ora, qualquer negociação com os Estados Unidos, dias depois de os EUA e Israel terem lançado ataques conjuntos contra o país.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no mesmo dia que Teerã queria dialogar, mas que já era tarde demais, pois os Estados Unidos continuavam sua operação militar contra o Irã.
