Israel amplia bombardeios à capital do Irã; 57 morrem em 24 horas

 

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Teerã foi atingida por 60 ataques em um intervalo de 24 horas, segundo informações divulgadas pela agência estatal iraniana Islamic Republic News Agency (IRNA), com base em dados da Sociedade do Crescente Vermelho da Província de Teerã. De acordo com o balanço, 57 pessoas morreram.

O Exército de Israel afirmou que tem como alvo a capital iraniana. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram fumaça sobre diferentes áreas da cidade.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o Exército realiza “ataques intensivos contra alvos do regime iraniano”. Em publicação na rede X, disse que será organizada uma “ponte aérea contínua” para ampliar a ofensiva sobre Teerã.

Israel bombardeou a capital iraniana e outras regiões do país. Ao menos sete locais foram atingidos, incluindo áreas próximas ao aeroporto, segundo o Al Jazeera. Não há confirmação oficial sobre os alvos nem sobre possíveis ligações com estruturas militares ou do governo. Os ataques também alcançaram regiões próximas a hotéis e centros comerciais.

Irã responde

O Irã respondeu com uma nova salva de mísseis contra Israel e contra países que abrigam bases militares dos Estados Unidos. Sirenes soaram em Jerusalém e Tel Aviv, e explosões foram ouvidas após a identificação de mísseis disparados em direção ao território israelense. Segundo os militares, a Força Aérea atua para interceptar as ameaças.

Países do Golfo Pérsico interceptaram a nova onda de ataques iranianos. No Bahrein, sistemas de defesa destruíram mísseis balísticos e drones. No Kuwait, alvos foram interceptados no sul do país, sem registro de vítimas. No Catar, 16 pessoas ficaram feridas. A agência estatal informou que um drone interceptado caiu sobre um prédio no complexo Union Towers, em Abu Dhabi.

O secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, afirmou à Sky News que dois mísseis foram disparados na direção de Chipre, onde há presença de tropas britânicas.

Repercussão

A Coreia do Norte classificou os ataques de Israel e dos Estados Unidos como “agressão ilegal” e violação da soberania iraniana. Já o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que a morte do aiatolá Ali Khamenei foi um “assassinato cínico” e uma violação do direito internacional.

O chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, declarou que a morte de Ali Khamenei é um momento decisivo na história do Irã. Kallas disse que o que vem por aí é incerto, mas agora há "um caminho aberto para um Irã diferente".