Israel afirma ter destruído 'integralmente' a capacidade de produção de mísseis balísticos do Irã: 'Não é degradação, é erradicação'
As Forças Armadas de Israel afirmaram, nesta terça-feira, que eliminaram integralmente a capacidade de produção de mísseis balísticos do Irã após uma série de ações militares.
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De acordo com a declaração, a ofensiva teve como alvo estruturas ligadas à fabricação, montagem e armazenamento de componentes desse tipo de armamento, sem menção ao uso ou a estoques já existentes.
A operação, denominada "Rugido do Leão", resultou na destruição de mais de 100 centros de produção em território iraniano. Entre os alvos atingidos estariam instalações subterrâneas, linhas de montagem e depósitos de componentes.
As estruturas estavam distribuídas por todo o território do Irã. Segundo as Forças de Israel, a ofensiva comprometeu completamente a capacidade do país de produzir mísseis balísticos.
Porta-voz das Forças Armadas de Israel, o major Rafael Rozenszajn, afirmou que "o Irã não tem mais como fabricar os mísseis com os quais ameaçavam Israel e o mundo. Isso não é degradação, é erradicação”.
Entre os alvos, havia um centro em estágio avançado que estaria prestes a iniciar a produção de 1.500 mísseis balísticos.
— Não destruímos apenas os mísseis que o Irã tinha. Destruímos a fábrica, a linha de montagem, o estoque de componentes. O regime pode querer reconstruir, mas não tem mais como. A ameaça existencial que o programa balístico iraniano representava para Israel e para o mundo por conta da sua capacidade de produzir mísseis foi absolutamente neutralizada — afirma o major.
Ali Larijani teria sido eliminado, segundo Israel
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira que Ali Larijani, chefe de Segurança do Irã, foi morto em um ataque durante a madrugada. Em paralelo, as Forças Armadas de Israel (IDF, na sigla em inglês) também anunciou a morte do general Gholam Reza Soleimani, líder da milícia Basij, grupo paramilitar voluntário da Guarda Revolucionária iraniana.
Os assassinatos despojam novamente os principais líderes da teocracia iraniana, após os primeiros ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro, que matou o Aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, então líder supremo do país.
"Larijani e o comandante da Basij foram eliminados e se juntaram a Khamenei, o chefe do programa de aniquilação, junto com todos aqueles eliminados do eixo do mal, nas profundezas do inferno", disse Katz, em comunicado.
"Miramos integrantes dos Guardiões da Revolução do aparato repressivo do regime", declarou o Exército, em comunicado. "As forças Basij fazem parte do aparato armado do regime terrorista iraniano. Durante os protestos internos no Irã, à medida que as manifestações se intensificaram, as forças Basij, sob o comando de Soleimani, lideraram as principais operações de repressão, empregando violência extrema, prisões em massa e o uso da força contra manifestantes civis".
Já o chefe do Estado-Maior do Exército de Israel, Eyal Zamir, afirmou que os ataques tiveram "resultados preventivos importantes, que podem influenciar a continuidade das operações e dos objetivos do Exército israelense".
Os assassinatos ocorrem na véspera do "Chaharshanbe Souri", conhecido como Festival do Fogo no Irã. Para celebrar, as pessoas acendem fogueiras, soltam fogos de artifício e lançam lanternas com pedidos ao céu. As autoridades iranianas já enviaram mensagens de texto ameaçadoras ao público, instando-os a não participar do festival, temendo que isso possa levar a novos protestos contra a teocracia.
