Israel afirma que invasão por terra ao Líbano está 'em discussão'

 

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O exército de Israel não descarta uma invasão por terra ao Líbano, afirmou um porta-voz militar nesta segunda-feira (2).

Questionados se Israel consideraria enviar tropas terrestres, ele respondeu: 'Todas as opções estão sobre a mesa' e essa é uma 'em discussão'.

Caças de Israel realizaram ataques contra o território do Líbano, incluindo alvos na capital, após disparos do grupo extremista Hezbollah terem atingido o estado judeu. Pelo menos 31 pessoas morreram e outras 149 ficaram feridas em Beirute.

O Hezbollah, grupo extremista xiita libanês que é aliado do regime iraniano, confirmou ter lançado ataques de drones e foguetes contra o Norte de Israel em retaliação à morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

O grupo também afirmou que o ataque foi uma resposta a bombardeios israelenses que ocorrem frequentemente no sul do Líbano, mesmo após um cessar-fogo acordado entre as partes, em 2024.

Essa foi a primeira vez que o Hezbollah lançou um ataque a Israel após o fim oficial do enclave.

Ataque iraniano a uma cidade próxima à Jerusalém

Foto por AHMAD GHARABLI / AFP

Tel Aviv afirma que a ofensiva foi interceptada e atingiu regiões desabitadas. O governo israelense também pontua que a ação em Beirute teve instalações do Hezbollah como alvo.

O Ministro da Justiça do Líbano ordenou a prisão dos responsáveis pelo lançamento de foguetes contra Israel, conforme a mídia local.

Fontes de segurança libanesas disseram à agência de notícias Reuters que Israel havia atingido os subúrbios do sul de Beirute, a capital, reduto do Hezbollah.

O chefe do exército israelense afirmou que os combates no Líbano podem durar dias.

Explosões também foram registradas em Doha, no Catar, em Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e no Kuwait nesta madrugada pelo horário de Brasília.

No Chipre, um ataque de um drone atingiu a base militar do Reino Unido, na noite deste domingo. A autoria da ofensiva, por enquanto, é desconhecida.

O Chipre confirmou o bombardeio e afirmou que a ação causou danos limitados. Não houve feridos.

Mais de 550 pessoas morreram no Irã desde o início de ataques dos EUA e de Israel

Ataques dos EUA e de Israel contra Irã.

ALEX MITA / IRIB TV / AFP

Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira (2), a ONG Crescente Vermelho Iraniano informou que um total de 555 pessoas foram mortas em todo o Irã nos ataques conjuntos dos EUA e de Israel desde o início no sábado (28).

Ainda de acordo com o grupo, 131 cidades foram afetadas até o momento em diversas regiões do país. Os números não fazem distinção entre militares, líderes e civis.

Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã já causam no mundo o temor de um conflito generalizado e impactam a economia global afetando os preços do petróleo e cancelando centenas de voos.

A ofensiva militar e os contra-ataques retaliatórios contra instalações americanas e israelenses provocaram interrupções imediatas na cadeia global de suprimento de energia.

O barril do petróleo tipo Brent, referência internacional, alcançou na abertura das bolsas asiáticas o valor de 78,34 dólares - uma alta de sete e meio por cento.

Investidores temem que o fornecimento de petróleo do Oriente Médio sofra uma redução drástica, ou até seja interrompido, especialmente devido às tensões no Estreito de Ormuz.

Ataques contra embarcações na região já limitam a capacidade de exportação de vários países.

As ofensivas com mísseis, por sua vez, deixam milhares de passageiros retidos em aeroportos do Oriente Médio.

Pelo menos 2,8 mil voos foram cancelados apenas nesse domingo (1) em diversos aeroportos do mundo.

O espaço aéreo foi fechado em países estratégicos como Israel, Catar, Síria, Irã, Iraque, Kuwait, Bahrein, Omã e Emirados Árabes Unidos.

Aeroportos em Dubai, Abu Dhabi e Doha, fundamentais para conexões entre Europa, África e Ásia, foram diretamente afetados pelos ataques. Estima-se que pelo menos noventa mil pessoas façam conexões diárias nesses terminais.

Irã diz que não negociará com os EUA

EUA e Israel realizam ataque coordenado contra o Irã.

Reprodução

O chefe de segurança do Irã afirmou nesta madrugada que o país não negociará com os Estados Unidos.

A declaração contradiz o presidente Donald Trump, que antes havia dito que a nova liderança tinha interesse em retomar as negociações.

O segundo dia do conflito coordenado pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã foi marcado por novos ataques e retaliações do governo iraniano, que reagiu à morte do líder supremo Ali Khamenei.

O Irã iniciou uma contraofensiva em larga escala por meio da Guarda Revolucionária Islâmica, com ataques a bases israelenses, próximas a Jerusalém, e em oito países da região.

Os Estados Unidos confirmaram a morte de três militares norte-americanos e cinco feridos graves durante as ofensivas do Irã.

O presidente Donald Trump disse que essas mortes serão vingadas. Ele determinou que o país persa deponha as armas.

Ao mesmo tempo em que afirmou que está disposto a reabrir as negociações com o Irã, Trump disse que a campanha militar no país vai continuar por ao menos quatro semanas.

Ele ainda afirmou que 48 líderes iranianos foram mortos. Entre as baixas do regime iraniano, está o ex-presidente do país Mahmoud Ahmadinejad.

O governo iraniano afirmou que 153 pessoas morreram após uma escola primária só de meninas ter sido atingida por mísseis nos ataques dos Estados Unidos e de Israel.

Nesta segunda (2), o secretário de Estado americano, Marco Rubio, participa de reuniões em Israel para tratar do Irã.

A presidente do Poder Executivo da União Europeia, Ursula von der Leyen, convocou um encontro especial de atualização de segurança para discutir a situação.

Já o conselho de governadores da Agência Internacional de Energia Atômica, órgão de vigilância nuclear da ONU, realiza reunião de emergência para discutir os ataques. O encontro foi pedido pela Rússia.