Israel afirma não ter conhecimento de ataque que Irã diz ter matado 100 pessoas em escola; vídeo

 

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O Exército de Israel afirmou neste domingo que não tem conhecimento de um ataque contra uma escola no sul do Irã, citado pela imprensa estatal iraniana como parte da ofensiva conduzida em conjunto com os Estados Unidos. A declaração ocorre após Teerã afirmar que uma centena de pessoas morreram no bombardeio, que teria atingido uma escola primária na província de Hormozgan, próxima ao estratégico estreito de Ormuz.

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Segundo a mídia estatal iraniana, mais de 100 pessoas morreram no ataque à escola Shajare Tayyebeh. O balanço anterior indicava 85 mortos. Autoridades do país afirmam que o bombardeio fez parte da operação lançada no sábado por Israel em cooperação com os Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, declarou que o ataque à escola “não ficará sem resposta” e afirmou que todas as vítimas seriam “crianças inocentes”.

TV estatal exibe imagens de escola atingida por ataque mortal no sul do Irã

Alvos do regime iraniano

Após as ações militares, as Forças Armadas de Israel disseram que os ataques conduzidos em cooperação com os Estados Unidos tiveram como foco lideranças do regime iraniano. Entre os alvos citados estariam o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian.

A confirmação ocorre depois de relatos de fontes iranianas indicando que alguns bombardeios atingiram a sede da Presidência e também o bairro onde fica a residência de Khamenei, em Teerã. Até o momento, porém, não há confirmação oficial sobre autoridades mortas.

Retaliações iranianas ampliam crise

O Irã afirmou neste sábado ter iniciado uma “primeira onda” de retaliação com mísseis e drones contra Israel, em resposta aos bombardeios conduzidos por forças americanas e israelenses. Em comunicado, os Guardiões da Revolução disseram que a ofensiva foi direcionada aos “territórios ocupados”, em referência a Israel.

A escalada rapidamente atingiu outros países do Oriente Médio. Os Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado mísseis iranianos e disseram que se reservam o direito de responder aos ataques. Segundo o Ministério da Defesa, o país foi alvo de um “ataque flagrante com mísseis balísticos”, mas as defesas aéreas conseguiram interceptar diversos projéteis. O Kuwait também informou que sistemas de defesa interceptaram mísseis detectados em seu espaço aéreo.

O Catar, por sua vez, condenou o que classificou como uma “violação flagrante” de sua soberania após explosões serem ouvidas em Doha. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que o território do país foi atingido por mísseis balísticos iranianos e disse que Doha se reserva o direito de responder.

Teerã acusou Estados Unidos e Israel de violar o direito internacional. Segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano, citado pela Al Jazeera, as Forças Armadas do país estão “totalmente preparadas” para defender o território e farão os “agressores se arrependerem de seus atos”.

De acordo com o governo iraniano, os ataques atingiram a soberania e a integridade territorial do país, incluindo infraestrutura defensiva e também áreas não militares em diferentes cidades. Teerã afirma que a ofensiva viola a Carta das Nações Unidas e cita o Artigo 51, que trata do direito à autodefesa.