Israel afirma estar transferindo 430 ativistas da flotilha de Gaza para seu território

 

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Os 430 membros da flotilha de Gaza interceptados na segunda-feira por forças israelenses na costa do Chipre estão sendo transferidos para Israel, anunciou o Ministério das Relações Exteriores israelense na manhã desta quarta-feira. "Os 430 ativistas foram transferidos para embarcações israelenses e estão a caminho de Israel, onde poderão se encontrar com seus representantes consulares", disse um porta-voz do ministério.

Na manhã de segunda-feira, a flotilha Global Sumud, composta por cerca de 50 navios, havia anunciado que forças israelenses estavam abordando as embarcações. "A ocupação israelense interceptou mais uma vez, de forma ilegal e violenta, nossa flotilha internacional de navios humanitários e sequestrou nossos voluntários", denunciou a flotilha posteriormente na plataforma de mídia social X, exigindo "a libertação imediata dos ativistas e o fim do bloqueio de Gaza".

"A ocupação israelense interceptou mais uma vez, de forma ilegal e violenta, nossa flotilha internacional de navios humanitários e sequestrou nossos voluntários", denunciou a flotilha posteriormente na plataforma de mídia social X, exigindo "a libertação imediata dos ativistas e o fim do bloqueio de Gaza". Esta é a terceira tentativa em um ano deste grupo de romper o bloqueio israelense imposto a Gaza, um território devastado pela guerra e que enfrenta grave escassez desde o início do conflito, que começou em outubro de 2013 com um ataque sem precedentes do movimento islâmico palestino Hamas contra Israel.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou a interceptação dos navios, denunciando um plano "malicioso". "Eles estão realizando esta operação com notável sucesso... Continuem até o fim", disse o primeiro-ministro ao comandante da Marinha israelense responsável pela operação, segundo um comunicado de seu gabinete que divulgou um trecho da conversa.

Na segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores havia alertado que "não permitiria nenhuma violação do bloqueio naval legal imposto a Gaza".