Islândia buscará novas parcerias de segurança após eleitores rejeitarem adesão à UE - QTU Questões do Universo

Islândia buscará novas parcerias de segurança após eleitores rejeitarem adesão à UE

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A Islândia precisa encontrar novas formas de reforçar sua segurança depois que os eleitores rejeitaram a retomada das negociações para adesão à União Europeia, disse a ministra das Relações Exteriores do país, Thorgerdur Gunnarsdottir, à Reuters nesta segunda-feira.
As medidas incluem a busca por cooperação bilateral e o aprofundamento dos laços com o bloco europeu.
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As declarações foram feitas depois que os islandeses votaram no sábado contra a iniciativa do governo de reabrir as negociações para adesão à UE.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou repetidamente querer adquirir a vizinha Groenlândia e lançou dúvidas sobre o compromisso de Washington com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), intensificou nos últimos meses o debate sobre segurança na Islândia.

“Não votamos para eliminar a situação geopolítica.
Ela continua existindo, e teremos de encontrar outras formas de aumentar nossa segurança”, disse Gunnarsdottir à Reuters no Parlamento, após uma reunião com a comissão de Relações Exteriores.

Ao rejeitarem as negociações para adesão à UE, os eleitores contrariaram os alertas do governo de que a entrada no bloco poderia reforçar a segurança do país.

“A UE continua sendo um parceiro muito importante para a Islândia, e precisamos fortalecer ainda mais nossa cooperação.
Vamos analisar acordos bilaterais; já temos acordos desse tipo com Finlândia e Noruega”, disse ela, mencionando também Japão e Canadá como parceiros importantes.

A Islândia, uma ilha no Ártico com 400 mil habitantes, é membro da Otan, mas não possui Forças Armadas permanentes próprias.
Sua defesa se baseia em um acordo bilateral de defesa firmado com os EUA em 1951 e na participação na Otan.

No referendo de sábado, 52,8% dos votos foram contra a proposta do governo de realizar negociações com Bruxelas, enquanto 47,2% foram favoráveis.
A participação foi de 82,5% dos eleitores aptos a votar.
Um eleitor deposita seu voto em uma seção eleitoral instalada na Prefeitura de Reykjavik, em Reykjavik, Islândia, no sábado, 29 de agosto de 2026
AP Photo/Marco Di Marco

A Islândia faz parte do Espaço Econômico Europeu (EEE) desde 1994, por meio de um acordo com a UE que garante ao país acesso ao mercado único do bloco sem que seja um membro pleno.

“Teremos de fortalecer a cooperação dentro do EEE.
Um resultado muito positivo do referendo é que todos os partidos islandeses agora estão unidos em apoio ao acordo do EEE”, afirmou.