Isabel Gallotti deixa comissão do STJ que apura denúncia de assédio sexual contra Marco Buzzi

 

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A ministra Isabel Gallotti deixou a comissão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que apura a denúncia de assédio sexual envolvendo o ministro Marco Buzzi. É possível que ainda nesta sexta-feira (6) seja divulgado um novo nome que vai acompanhar as investigações junto aos ministros Raul Araújo e Antônio Carlos Ferreira. Galotti se declarou impedida por ter laços familiares com Buzzi. Ela é tia do genro do ministro. 

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Buzzi se internou na quinta-feira (6) em um hospital particular de Brasília, depois que a sindicância foi aberta no STJ. Também há investigações no Conselho Nacional de Justiça e STF, que deve passar pra Polícia Federal. Na reunião do STJ que foi aberta sindicância, o ministro afirmou a colegas que pediria licença médica. 

Em nota divulgada na quinta, após internação, o ministro disse que nos últimos cinco anos, teve instalados em seu coração cinco stents e um marca-passo. E que se trata de quadro de saúde que exige atenção médica redobrada, sobretudo em situações de forte tensão. O ministro terá licença médica de 10 dias, renováveis em caso de necessidade.

Na quinta-feira (5), a jovem que denunciou o ministro por assédio sexual prestou depoimento ao CNJ. Ela disse que decidiu falar sobre o magistrado pela confiança que ela e a família depositavam nele e relatou a dificuldade de relembrar o episódio — tanto que está fazendo acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

Em depoimento na polícia civil, em janeiro, a jovem contou que desde a infância considerava o ministro "um avô e confidente". 

A mãe dela atua nos tribunais superiores, e há anos a família tem relação de amizade com o ministro.