Irmãs amigas, sobrinho artista... Como estão os familiares dos Mamonas Assassinas 30 anos após a tragédia
Amanhã faz exatamente 30 anos da tragédia que interrompeu, no auge do sucesso, a trajetória dos Mamonas Assassinas, mortos na queda de um avião que provocou comoção nacional e marcou uma geração.
Três décadas depois, novas emoções vieram à tona: durante a exumação dos restos mortais dos integrantes, na última segunda-feira, uma jaqueta colocada no túmulo do vocalista Dinho foi encontrada praticamente intacta, surpreendendo a todos. Segundo Jorge Santana, primo de Dinho e CEO da marca Mamonas, a peça estava dentro da gaveta desde o enterro.
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A exumação foi feita para os restos mortais serem cremados e as cinzas jogadas em memorial que será criado em homenagem à banda num parque.
Para marcar a semana de homenagens e memórias, a TV Globo estreia amanhã o documentário “Mamonas, eu te ai love iú”, que reconstitui a trajetória dos cinco garotos de Guarulhos, em São Paulo. A Retratos, então, mostra como estão hoje os familiares e as pessoas que tiveram suas vidas diretamente impactadas pela tragédia.
Veja fotos dos familiares dos Mamonas Assassinas
Bento, Samuel, Júlio, Sérgio e Dinho: os Mamonas Assassinas
Marco Antonio Teixeira / O Globo
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Sobrinha leva nome de Dinho
Atualmente com 78 anos, Hildebrando Alves, pai de Dinho, vive com a mulher, Célia Alves, em Guarulhos. Aposentado, é pai de outros dois filhos e avô de dois netos. Durante anos, a família manteve, em Itaquaquecetuba, também em São Paulo, o acervo dos Mamonas Assassinas no sítio batizado de “Chácara dos Mamonas”.
Comprado em 1995 por Dinho, que morreu três dias antes de fazer 25 anos, o local foi palco de festas durante os sete meses de explosão nacional do grupo. Em 2019, Hildebrando anunciou a venda do espaço. “Não é por dinheiro. Não temos tempo para cuidar. Além disso, o local deixou de ser uma área de sítios e chácaras, e muitos prédios foram construídos ao redor”, afirmou, explicando que levaria os objetos da banda para sua casa.
A irmã do vocalista, Grace Kellen, tinha 16 anos e estava grávida quando ocorreu a tragédia. Ela se casou com o namorado da época e teve dois filhos. A primogênita, Alecssandra, completará 30 anos em maio e recebeu o nome em homenagem ao tio Dinho, cujo nome de batismo era Alecsander Alves. Grace também é mãe de Benício, de 10 anos, e atua na preservação da memória do grupo.
O pai, a irmã e a sobrinha de Dinho, que tem o nome em homenagem ao tio
Reprodução/Instagram
Os pais de Dinho
Reprodução/Instagram
Os amores
Noiva de Dinho na época, Valeria Zoppello seguiu outros caminhos. Após trabalhar como atriz e piloto de automobilismo, optou por uma vida discreta. Hoje, aos 51 anos, vive na região da Serra da Cantareira, é fotógrafa e proprietária de um orquidário. Não se casou nem teve filhos.
Valeria Zoppello: a noiva de Dinho
Arquivo pessoal e Reprodução/Instagram
Antes dela, Dinho namorou Mirella Zacanini por pouco mais de três anos. Meses após a morte da banda, ela lançou o livro “Pichulinha”, referência ao apelido citado na música “Pelados em Santos”. Evangélica, gravou um disco gospel em 2017 e, em 2023, lançou a série infantil “Escolinha de Jesus”, que ela produz e na qual também atua.
Mirella Zacanini: a ex-namorada de Dinho
Arquivo pessoal e Reprodução/Instagram
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Um novo artista na família
Na família do guitarrista Bento Hinoto, uma nova perda: a mãe dele, Dona Toshiko, completou 100 anos em abril do ano passado e morreu dois meses depois, em junho. O pai, Shizuo, já havia morrido quando o filho alcançou o sucesso.
Mas há outro artista na família. Beto Hinoto, sobrinho de Bento, nasceu dois anos após a tragédia e integrou, em 2023, uma nova formação dos Mamonas Assassinas. Ele também interpretou o tio no filme lançado naquele ano. Filho de Maurício Hinoto (irmão de Bento e produtor da banda no início da trajetória), o jovem de 28 anos segue em turnê pelo país celebrando o repertório do grupo.
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Mãe de Bento morreu em junho de 2025, aos 100 anos
Reprodução/Instagram
Maurício e Beto: irmão e sobrinho de Bento
Reprodução/Instagram
As homenagens do pai
Este mês marca dois anos da morte de Dona Nena, mãe de Sérgio (baterista) e Samuel (baixista). Seu Ito, pai dos músicos, continua à frente das homenagens e da preservação do legado dos filhos.
Em 2023, ele acompanhou as gravações do filme sobre a banda, em São Paulo, e tem participado de tributos à banda que marcam os 30 anos da morte. Em 2024, apareceu em reportagem tocando violão e cantando “Minha camisa vermelha”, versão de “Pelados em Santos” cantada pela torcida do Internacional, time do qual é torcedor.
Acima, o pai de Sérgio e Samuel Reoli; abaixo, eles com a mãe,que morreu em 2024
Reprodução/Instagram e Arquivo
Amizade das irmãs
Na família do tecladista Júlio Rasec, Paula Rasec é uma das principais responsáveis por manter viva a história da banda. Ativa nas redes sociais, ela costuma prestar homenagens ao irmão e compartilhar lembranças do grupo.
Paula também mantém até hoje amizade com Grace Kellen, irmã de Dinho, reforçando os laços entre as famílias mesmo 30 anos depois da tragédia.
Paula e Grace: irmãs de Julio e Dinho
Reprodução/Instagram
Paula e Grace (irmãs de Julio e Dinho), e Mauricio e Beto (irmão e sobrinho de Bento)
Reprodução/Instagram
Restos mortais de Mamonas Assassinas são exumados
Marco Antônio Teixeira
