Irmão de Tupac Shakur entra com processo por homicídio culposo, 29 anos depois de morte do rapper

 

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Meio-irmão do rapper Tupac Shakur, Maurice Shakur decidiu entrar com um processo por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, no tribunal de Los Angeles, segundo o jornal The New York Times. Ele e a família decidiram seguir com o processo contra Duane Keith Davis, que já havia sido acusado do assassinato de Tupac em 2023, após décadas de investigação que não mostraram avanços significativos. O rapper foi morto em setembro de 1996, baleado dentro de um carro no estado de Nevada.

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De acordo com o jornal, a família pede indenização por danos não especificados contra Davis, conhecido como Keffe D, e também contra “indivíduos que podem ter participado do planejamento, financiamento, direção ou execução da conspiração”.

“Muitos indivíduos envolvidos já faleceram, enquanto outros são difíceis de identificar. No entanto, uma coisa é certa: ainda existem indivíduos envolvidos no assassinato de Tupac que, por 30 anos, não foram responsabilizados por seus crimes", diz Maurice na ação, que agora diz que "as peças do quebra-cabeça estão começando a se encaixar”.

Davis já é acusado formalmente pelo Ministério Público do Condado de Clark. Ao longo dos anos, Davis alegou que Sean 'Diddy' Combs teria oferecido 1 milhão de dólares para matar Tupac. Em um extenso depoimento à polícia de Los Angeles, ele confessou envolvimento no crime ocorrido nas proximidades da Las Vegas Strip. Segundo seu relato, o assassinato teria sido uma retaliação após seu sobrinho, Orlando Anderson, ser espancado por Tupac, Suge Knight e outros membros de gangues de Los Angeles.

Em fevereiro, o magnata do hip hop e rival de Tupac, Sean 'Diddy' Combs foi apontado como uma possível peça-chave que poderia ser convocado para depor no julgamento da morte do artista.

Preso desde agosto de 2023, Davis segue aguardando julgamento, mas mantém o otimismo, segundo seu advogado. “Duane estava de bom humor quando nos encontramos na segunda-feira. Ele está ansioso pelo momento em que o caso de agressão por detento prescreva e por possivelmente obter uma nova análise sobre fiança”, afirmou o defensor.

O julgamento está previsto para começar em agosto, mas pode ser adiado para 2027.

Relembre o caso

Shakur, o artista de Hip-Hop que mais fez sucesso até hoje, com 75 milhões de discos vendidos e autor de sucessos como "California Love", foi morto a tiros quando estava em um carro em Las Vegas, em setembro de 1996.

Embora breve, sua carreira deslanchou rapidamente, passando de dançarino coadjuvante a autoproclamado 'gangsta rapper' e uma das figuras mais influentes do Hip-Hop.

Nascido em Nova York, ainda na adolescência, mudou-se com a família para a Califórnia, onde se tornou uma das figuras mas importantes do cenário musical da costa oeste.

As circunstâncias de sua morte ainda permanecem obscuras. Seis meses após seu assassinato, seu principal rival, o rapper da costa leste americana Christopher Wallace, mais conhecido como "The Notorious BIG", também foi morto a tiros.

Muito acreditam que ambos foram assassinados como parte de uma rivalidade entre suas gravadoras, a Death Row, com sede em Los Angeles, e a Bad Boy Entertainment, de Nova York.

No entanto, alguns historiadores da música dizem que as hostilidades entre os dois foram exacerbadas por razões comerciais.

Batizado em homenagem ao líder revolucionário inca Tupac Amaru por sua mãe - uma integrante ativa do movimento dos Panteras Negras -, Shakur abordava em suas letras as dificuldades dos afro-americanos nos Estados Unidos, que enfrentavam desde a brutalidade policial até as detenções em massa.