Irmão de Michelle que levava quentinhas para Bolsonaro na prisão vai concorrer a deputado pelo PL

 

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O irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro vai concorrer a uma vaga como deputado distrital nas eleições de outubro. Filiado ao PL, Carlos Eduardo Antunes Torres se tornou mais conhecido do eleitorado bolsonarista recentemente, por ter sido o responsável por levar as "quentinhas da Dona Michelle" para o cunhado na superintendência da Polícia Federal, para onde Jair Bolsonaro foi levado após tentar romper a tornozeleira eletrônica.

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Torres já havia concorrido a deputado distrital em 2018 e 2022, mas não foi eleito. Ao UOL, ele destacou que poderá interromper a campanha se o cunhado precisar de suporte.

— Se tiver que abrir mão da candidatura para dar atenção a ele, a gente vai fazer — afirmou ele, que afirmou ainda não haver decisão quanto a uma possível ajuda de Michelle em sua corrida eleitoral.

Torres afirmou, ainda, que vai subir no palanque de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência, se for chamado, em meio a atritos do senador com o núcleo político liderado pela irmã.

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O irmão de Michelle deixou de levar as quentinhas após o cunhado ser transferido para a Papudinha. Agora, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a permissão que Torres frequente livremente a casa do ex-mandatário, em Brasília. Torres é irmão de criação de Michelle e, segundo a defesa, irá atuar como acompanhante de Bolsonaro durante o seu período na prisão domiciliar, sobretudo nos momentos em que a ex-primeira-dama esteja ausente.

Pedido ao STF

No pedido para que Torres possa frequentar a casa de Bolsonaro, os advogados destacaram que a situação de saúde do ex-presidente ainda é delicada, diante do quadro de múltiplas comorbidades e do risco de mal súbitos. Além disso, segundo a defesa de Bolsonaro, Michele tem compromissos que demandam sua presença e a filha e a enteada de Bolsonaro, que também moram na residência, possuem atividades escolares e profissionais que ocupam parte do seu tempo.

"Não por outra razão, a Sra. Michelle já contou com a ajuda do Sr. Carlos Eduardo Antunes Torres, seu irmão de criação (filho da sua madrasta), em outros momentos em que o acompanhamento do seu esposo se fez necessário", afirmou a defesa.

Caso Alexandre de Moraes autorize a presença de Torres, ele poderá entrar e sair da casa de Bolsonaro "sempre que se fizer necessário", segundo a defesa, e principalmente nos momentos de ausência de Michele, e sem a necessidade de autorização do ministro do Supremo.

No último dia 24, o ministro Alexandre de Moraes atendeu a um pedido da defesa e concedeu prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. O pedido tinha sido reiterado pelos advogados após a internação hospitalar do ex-mandatário em função de uma pneumonia. A solicitação teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na decisão, Moraes autorizou a concessão de prisão domiciliar humanitária temporária a Bolsonaro pelo prazo inicial de 90 dias, a contar da alta médica, com o objetivo de garantir a recuperação completa do quadro de broncopneumonia.