Irmã de vítima de estupro coletivo no RJ relatou perseguição do menor que articulou crime, diz advogado
A irmã da jovem que sofreu um estupro coletivo em Copacabana relatou à família que foi perseguida pelo menor, de 17 anos, que arquitetou a ação criminosa. Os dois estudam no Colégio Pedro II, no Humaitá, Zona Sul do Rio. A menina, que tem 12 anos, relatou que desde o começo de fevereiro passou a se sentir intimidada e acuada pelo autor da violência contra a irmã mais velha.
As informações são dos advogados Rodrigo Mondego e Mariana Rodrigues, que assistem à família da vítima. Segundo eles, os relatos serão levados à 12ª DP (Copacabana), que investiga o adolescente e outros quatro homens por participação no estupro coletivo, ocorrido no dia 31 de janeiro.
Mesmo antes de saber do caso, a irmã da vítima relatou que passou a perceber olhares e comentários maldosos do adolescente de 17 anos contra ela. Isso acontecia tanto no recreio quanto na sala de aula. Segundo a polícia, foi o menor quem atraiu a jovem para um encontro em Copacabana. Os dois tiveram um breve relacionamento no passado. A participação do menor no crime está sob apuração da Vara da Infância e Juventude.
Segundo o advogado Rodrigo Mondego, os relatos serão levados à polícia para que as autoridades tomem conhecimento do perfil do menor envolvido no crime. Ele criticou o posicionamento da defesa de João Gabriel Bertho, um dos quatro homens investigados.
"É asqueroso que se tente desqualificar e atacar a moral de uma vítima de um crime tão bárbaro", afirmou.
O Ministério Público do Rio já pediu que o adolescente de 17 anos responda pelo crime. A reportagem da CBN procurou o MP para saber os próximos passos, mas, como o caso envolve menores e está em sigilo, o órgão informou que não pode dar novos detalhes agora.
