Irmã de Ricardo Nunes está tratando alcoolismo e tem transplante marcado para a próxima semana, dizem advogados

 

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Janaina Reis Miron, irmã do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), tem alcoolismo e tem um transplante marcado para a próxima semana, informaram os advogados que a representam. Janaína foi presa após ser identificada por câmeras de monitoramento do Smart Sampa, sistema de câmeras com reconhecimento facial vitrine da atual gestão. Ela tinha dois mandados de prisão em aberto, pelos crimes de desacato, embriaguez ao volante e lesão corporal. As informações são do g1.

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Ela foi presa na tarde desta quinta-feira (15) quando estava próxima de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) Veleiros, Zona Sul da capital. Como ela não tinha constituído advogado, a prisão foi acompanhada por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Santo Amaro. O advogado Alexandre Fanti, presidente da Seccional da OAB de Santo Amaro, afirmou após a prisão que Janaína está afastada da família e que está em tratamento para o alcoolismo.

Ainda segundo os advogados, ela havia ido até o posto de saúde para retirar medicamentos para o tratamento do alcoolismo e para a preparação da cirurgia de transplante por causa de cirrose. Na manhã desta sexta (16), ela passará por audiência de custódia no Fórum da Barra Funda.

Mandados em aberto

O mandado de prisão pela embriaguez ao volante e desacato é relacionado a um caso que ocorreu na madrugada do dia 20 de outubro de 2022, na rodovia Professor João Hipólito Martins, em Botucatu, interior paulista. Segundo relataram os policiais militares que atenderam a ocorrência, Janaína teria mostrado sinais de embriaguez durante a abordagem.

Quando foi informada que seria levada para um distrito policial, Janaína teria agredido os PMs "com palavrões" e ameaçado soltar dois cachorros pitbull contra os agentes. Supostamente ameaçou os policiais, afirmando que o marido é "capitão da polícia militar" e teria ainda corrido para a rodovia "causando risco à própria vida, tendo que ser contida".

Em juízo, Janaína alegou que não estava embriagada, mas sob efeito de medicação. Pelo caso, ela foi condenada, em julho de 2025, a 1 ano e três meses de prisão em regime aberto.

O segundo mandado de prisão, o de lesão corporal, é referente a um caso de novembro de 2014. Ela foi acusada de agredir o próprio filho, de 11 anos de idade, com mordidas no braço, puxões de cabelo e arremesso de objetos. Segundo a sentença da Justiça, Janaina teria agredido o filho "sem razão aparente" após a criança voltar da escola.

O menino teve lesões corporais de natureza leve, se trancou no banheiro e acionou o pai por telefone, que foi ao local acompanhado da polícia. Ela foi condenada a oito meses de prisão no regime aberto em abril de 2024.