Iranianos viralizam nas redes sociais com 'dancinha de Trump'; vídeos foram publicados em apoio aos ataques de EUA e Israel

 

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Uma parte da população iraniana celebrou nas redes sociais os ataques de EUA e Israel ao Irã e, também, a morte do ex-líder supremo Ali Khamenei fazendo referência a um dos maiores símbolos dos comícios de Donald Trump pela volta à Casa Branca. As manifestações na web mostram pessoas dançando a música "YMCA", do grupo Village People, em casa e até na rua durante protestos, imitando o jeito peculiar de dança do líder republicano.

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Nos vídeos é possível perceber o apoio declarado aos EUA e a Israel contra o Irã, pela constante presença de bandeiras dos dois países. É possível ouvir gritos da abreviação "USA", celebrando o nome do país comandado por Trump, que já afirmou que "tudo está destruído".

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Em vídeo compartilhado pelo "New York Post" no Tik Tok e republicado no X, iranianos que moram nos EUA celebram a intervenção militar, no coração de Nova York:

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A iraniana Mooné Rahimi foi uma das primeiras a se manifestar nas redes sociais com a dança e, até agora, é uma das mais repostadas. O vídeo dela foi publicado no último domingo (1/3), um dia depois do início dos ataques ao Irã.

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Hino improvável

A música "YMCA" tornou-se um dos pontos altos dos comícios de Donald Trump em 2020, durante manifestações públicas do presidente contra o lockdown da pandemia de Covid-19. Na mesma época, a música foi certificada como "culturalmente, historicamente ou esteticamente significativa" pelo Registro Nacional de Gravações da Biblioteca do Congresso dos EUA, um aceno das insituições americanas indicando que ela não era mais vista como subversiva, mas como uma celebração para todos os tipos de pessoas.

Em entrevista à BBC, o professor associado do Departamento de Antropologia da Universidade Maynooth (Irlanda) Jamie Saries afirmou que "não é possível separar Trump e sua base da nostalgia".

"Eles querem uma releitura. Ou seja, querem reviver certos momentos do passado que idealizaram. Eles simplesmente não querem lidar com as contradições", prosseguiu ele.

(*) Estagiário sob supervisão de Fernando Moreira