O Irã deverá receber um primeiro lote de até 400 lançadores portáteis de mísseis antiaéreos de fabricação chinesa dentro de algumas semanas. A revelação foi feita nesta quarta-feira (29) pela agência de notícias Reuters, citando três fontes familiarizadas com o negócio.
A compra, avaliada entre US$ 60 e 70 milhões, representa um dos maiores esforços de Teerã para fortalecer suas defesas aéreas de curto alcance desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel. Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou russos e chineses sobre os riscos de retribuir o favor ao regime iraniano recentemente dizendo que 'seria muito ruim para eles'. 'O presidente Putin, apesar da guerra horrível que está acontecendo na Ucrânia, me disse que não venderia armas ao Irã', escreveu Trump na sexta-feira em sua plataforma Truth Social. Trump afirmou que o presidente chinês Xi Jinping lhe disse que Pequim não 'daria nem venderia armas à República Islâmica do Irã'. Em meio a isso, o Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou 'nos termos mais veementes os ataques agressivos dos Estados Unidos e da Arábia Saudita contra certas áreas do Iraque'.
Em um comunicado divulgado pela mídia iraniana, o ministério explicou que os ataques 'representam uma clara agressão contra a soberania nacional e a integridade territorial do Iraque e constituem uma violação do Artigo 2 da Carta das Nações Unidas e das normas do direito internacional'.
Além disso, os bombardeios 'fazem parte da estratégia dos Estados Unidos e do regime sionista (Israel) destinada a expandir a guerra e aumentar a instabilidade na região', afirma Teerã.
'O regime agressor e belicista dos Estados Unidos e seus aliados na região' serão 'responsáveis pelas perigosas consequências dessas ações provocativas e desumanas', completa o texto. Irã rejeita proposta de Omã para dividir igualmente controle de Ormuz Embarcação no Estreito de Ormuz. PUNIT PARANJPE /AFP O Irã rejeitou uma proposta de Omã para dividir igualmente o controle do Estreito de Ormuz, comprometendo as esperanças de que Teerã e Washington retomem rapidamente as negociações para pôr fim à guerra. As informações são do jornal Wall Street Journal. País vizinho ao Irã, Omã propôs um plano temporário para estabelecer canais de controle divididos igualmente, mas Teerã defendeu nessa terça-feira (28) em manter a maior parte da via, crucial para o fluxo global de petróleo, de acordo com um de seus principais diplomatas. O controle do Estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias AFP, continua sendo um obstáculo para qualquer resolução pacífica da guerra no Oriente Médio, e o Irã insiste em controlar esse corredor de petróleo e gás. A Guarda Revolucionária impediu a travessia de navios pela rota comercial, alegando ter interceptado três petroleiros 'que ignoraram nossos avisos e continuaram navegando por uma rota perigosa e ilegal'. O governo iraniano afirmou no início desta semana que havia mantido conversas com Omã sobre 'princípios comuns e mecanismos operacionais' para garantir a passagem segura de navios. Em junho, os países disseram que discutiriam a imposição de taxas de serviço na via navegável, uma medida à qual Washington se opõe. Mas Omã também irritou o Irã ao afirmar que os navios poderiam transitar pelo Estreito de Ormuz através de suas águas, e Teerã respondeu atacando as embarcações. Ataque dos Estados Unidos contra o Irã. Reprodução Nesta terça-feira Trump recebeu na Casa Branca, em encontros separados, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. De acordo com a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, ambas as reuniões foram positivas e produtivas. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Netanyahu descreveu o encontro como "uma das melhores conversas, com o entendimento do objetivo comum de garantir que o Irã não tenha armas nucleares, além de outros objetivos”. A reunião com Netanyahu, que durou cerca de uma hora e meia, é o primeiro encontro presencial entre Trump e Netanyahu desde o recomeço da guerra. Nesse meio tempo, Trump chegou a chamar o israelense de 'louco' em um telefonema e, desde então, as relações andavam estremecidas. O encontro entre os líderes dá sequência a um cenário de desentendimentos entre Washington e Tel Aviv sobre a condução das operações contra o Irã e a presença militar em Gaza, no Líbano e na Síria. Donald Trump em reunião com Benjamin Netanyahu, líder de Israel. Kevin Dietsch / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
CBN