Irã suspende execução de jovem que seria enforcado por participação em protestos

 

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O regime iraniano suspendeu a execução do manifestante Erfan Soltani, que seria enforcado nesta quarta-feira (14). Pouco depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter sido informado de que a "matança" no Irã havia sido interrompida e que não havia planos para novas execuções.

Na madrugada desta quinta-feira (15), segundo a mídia estatal, o Judiciário iraniano alegou que o manifestante nunca foi condenado à morte. Apesar da suspensão do enforcamento, a tensão entre os Estados Unidos e o Irã continua. O número de mortos nos protestos subiu para 3,4 mil pessoas.

Diante dos sinais de um ataque iminente das forças americanas, o Irã fechou o espaço aéreo para todos os voos internacionais. Autoridades da Itália e de outros países emitiram avisos para que seus cidadãos deixem o Irã, que ameaçou bombardear bases americanas no Oriente Médio, caso o país seja atacado.

Teerã avisou Turquia, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes, que abrigam tropas dos Estados Unidos, que poderá atacar bases americanas caso haja um bombardeio externo.

Numa sinalização de que o ataque americano é iminente, fontes do governo disseram a agências de notícias internacionais que os Estados Unidos começaram a retirar funcionários não essenciais de bases estratégicas no Oriente Médio.