Irã revela que Parlamento analisa retirada do país do tratado de não proliferação de armas nucleares
O Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou nesta segunda-feira (30) que a retirada do país do Tratado de Não Proliferação Nuclear está sendo analisada pelo parlamento.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, questionou o valor de permanecer no tratado, dizendo:
'Qual é a vantagem de fazer parte de um acordo quando certas potências não nos permitem usar seus direitos e benefícios?'
Ele afirmou que o Irã nunca buscou armas nucleares e mantém uma posição clara contra armas de destruição em massa.
O tratado é um acordo global que visa impedir a proliferação de armas nucleares, promover o uso pacífico da energia nuclear e avançar o desarmamento nuclear. O Irã é signatário do acordo e diz que essa seria uma demonstração de como não desenvolve arma nuclear.
Irã chama exigências de Trump para fim da guerra de 'excessivas' e 'descabidas'
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião de gabinete do governo.
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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, voltou a afimar nesta segunda-feira (30) que o país 'não teve nenhuma negociação direta com os Estados Unidos até o momento'.
Segundo ele, em comentários divulgados pela agência de notícias semifoficial Tasnim, o que foi debatido até agora foram 'mensagens que recebemos por meio de intermediários, afirmando que os EUA querem negociar'.
Baqaei defendeu que 'não há como' acreditar nas afirmações dos diplomatas americanos, que ficam 'mudando de posição'.
'O Irã deixou clara sua posição desde o início, e sabemos muito bem qual é o quadro que estamos considerando. O material que nos foi transmitido contém exigências excessivas e descabidas'.
'As reuniões que o Paquistão realiza são uma estrutura que eles mesmos estabeleceram e da qual não participamos. É bom que os países da região se preocupem em pôr fim à guerra, mas devem ter cuidado com quem a iniciou', declarou.
Apesar disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma declaração para repórteres que o Irã teria concordado com a 'maioria' da lista de exigências dos EUA para o fim da guerra em 15 pontos.
'Eles estão concordando com o plano. Pedimos 15 coisas e, na maior parte, vamos pedir mais algumas', disse o republicano.
As residências de autoridades americanas e israelenses se tornaram 'alvos legítimos' para o Irã, declarou Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do comando militar conjunto do Irã. A afirmação ocorre depois que o país alertou o presidente dos EUA, Donald Trump, de que estava conduzindo tropas americanas para o 'pântano da morte', em meio a relatos de uma invasão terrestre.
Zolfaghari afirmou que militares e políticos americanos e israelenses residentes no Oriente Médio poderiam ser alvos de ataques, após relatos de que residências de iranianos teriam sido alvejadas.
Essas falas ocorrem após especulações de que oficiais do Pentágono estão se preparando para possíveis operações terrestres no Irã , que poderiam durar semanas, informou o The Washington Post no final de semana.
Milhares de fuzileiros navais americanos chegaram à região a bordo do USS Tripoli no sábado, de acordo com o Comando Central dos EUA .
No entanto, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou na sexta-feira (27) que os EUA poderiam atingir seus objetivos sem uma invasão terrestre.
Ataques contra instalações energéticas do Irã em Isfahan.
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