Irã responde que não quer guerra após nova fala de Trump, mas defende que qualquer hostil é alvo legítimo

 

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O enviado do Irã às Nações Unidas afirmou que o país responderá 'decisivamente' a qualquer 'agressão militar' dos Estados Unidos, em uma carta na qual insta o Conselho de Segurança da ONU a condenar as recentes ameaças do presidente Donald Trump.

O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, pediu nessa quinta-feira (19) que os membros do Conselho de Segurança e o secretário-geral da ONU, António Guterres, ajam.

'Dada a situação instável na região e a movimentação e o acúmulo persistentes de equipamentos e recursos militares por parte dos Estados Unidos, uma declaração tão beligerante do Presidente dos Estados Unidos não deve ser tratada como mera retórica', diz o texto.

O enviado iraniano reforçou que seu país 'não busca tensão nem guerra e não iniciará nenhuma guerra'.

Mas ele afirmou que, se o Irã fosse atacado, consideraria 'todas as bases, instalações e ativos da força hostil' na região como 'alvos legítimos'.

Trump alertou nessa quinta-feira (19) que Teerã tinha de 10 a 15 dias para chegar a um 'acordo significativo' com os EUA. A afirmação foi feita em um momento que o republicano abria a primeira reunião do Conselho de Paz, em Washington.

'Então, agora talvez tenhamos que dar um passo adiante, ou talvez não. Talvez cheguemos a um acordo. Você provavelmente descobrirá nos próximos 10 dias'.

Questionado posteriormente para dar mais detalhes, Trump disse aos repórteres a bordo do Air Force One: 'Eu acho que seria tempo suficiente, 10, 15 dias, praticamente, no máximo.'

Trump considera lançar ataques limitados ao Irã para forçar país a aceitar acordo, diz jornal

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso no Conselho de Paz.

SAUL LOEB / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está considerando lançar ataques preliminares e limitados contra o Irã com o objetivo de forçar o país a concordar com as exigências americanas para um acordo nuclear. A informação está em uma reportagem do jornal Wall Street Journal.

Citando fontes familiarizadas com o assunto, o veículo afirma que os ataques iniciais poderiam ocorrer em poucos dias, caso sejam aprovados por Trump, visando diversos alvos militares ou governamentais.

Se o Irã continuar a rejeitar a exigência de Trump de abandonar seu programa de enriquecimento de urânio, o relatório indica que os EUA ampliarão sua ofensiva militar para incluir alvos do regime, com o possível objetivo de retirada dos aiatolás do poder.

Uma fonte citada no relatório afirma que Trump poderia começar com ataques mais limitados antes de intensificá-los até que o regime concorde em desmantelar seu programa nuclear ou seja deposto.