Irã recomenda distância de embarcações a navios dos EUA para dar 'resposta aos ianques', diz TV

 

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Em alerta para embarcações que estão no Estreito de Ormuz, a Marinha do Irã fez um pedido para que todo navio não fique perto dos de guerra dos Estados Unidos porque quer dar uma 'lição aos ianques'. O alerta foi feita em uma gravação de áudio, segundo a rede de TV americana CNN.

'Recomendamos que mantenham uma distância de pelo menos 16 quilômetros dos navios de guerra para sua segurança, porque às vezes precisamos dar uma lição aos ianques' com 'mísseis e drones', diz a transmissão, feita em um canal de comunicações urgentes.

De acordo com o que uma fonte da indústria marítima afirmou ao veículo, 'os iranianos ordenaram que todos os navios que estavam na parte norte do Estreito se aproximassem de Dubai, o que todos fizeram' nessa quinta-feira (7), marcada por trocas de agressões.

O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informa que o tráfego em Ormuz segue reduzido e o número de incidentes vem aumentando.

Operar na hidrovia 'continua sendo de alto risco devido aos recentes ataques a navios na área', diz o comunicado do centro, que ainda acrescenta que 'as atividades de fiscalização relacionadas ao bloqueio continuam'.

Irã acusa EUA de violarem cessar-fogo na guerra após bombardeios e ataques contra petroleiros

Irã divulga apreensão de navio no Estreito de Ormuz.

Reprodução

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou em um comunicado divulgado nesta sexta-feira (8) que os Estados Unidos violaram o cessar-fogo ao atacar dois petroleiros iranianos perto do porto de Jask e do Estreito de Ormuz, assim como bombardeios em áreas costeiras com vista para a hidrovia.

No texto, o Ministério afirmou que os ataques ocorreram entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira e foram recebidos com o que descreveu como uma 'forte resposta' das forças armadas iranianas, que impediu os atacantes de atingirem seus objetivos.

O ministério afirmou que as ações constituíram uma 'clara violação' do acordo de cessar-fogo alcançado no mês passado e acusou Washington de comportamento 'agressivo e provocativo'.

O relatório também alertou o Conselho de Segurança da ONU e o Secretário-Geral sobre o que descreveu como as consequências perigosas da inação internacional em relação à conduta dos EUA na região.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã ainda acrescentou que a presença de forças americanas no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã se tornou uma fonte de instabilidade, em vez de segurança.