Irã recebeu pontos para acordo com EUA através de mediadores e analisa, revela alto funcionário

 

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O Irã recebeu uma mensagem do governo dos Estados Unidos por meio de mediadores como um possível prenúncio de negociações entre os dois países em guerra. A informação foi divulgada por um alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores iraniano à CBS News, depois que o presidente Trump sugeriu que um acordo é possível.

O funcionário iraniano disse que 'recebemos pontos dos EUA por meio de mediadores e eles estão sendo analisados'.

Trump anunciou nas redes sociais nessa segunda-feira (23) que os EUA e o Irã tiveram 'conversas muito boas e produtivas sobre uma resolução completa e total de nossas hostilidades' nos últimos dias.

Mais tarde, ele disse a repórteres que os dois lados tinham cerca de 15 pontos de acordo e que autoridades iranianas expressaram que 'querem a paz', prevendo: 'Acho que há uma chance muito boa de chegarmos a um acordo'.

O presidente também recuou do ultimato emitido no fim de semana, que exigia que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz ou enfrentasse ataques às suas usinas de energia.

Ele afirmou que as forças armadas americanas suspenderiam os bombardeios à infraestrutura energética iraniana por cinco dias, 'dependendo do sucesso das reuniões e discussões em andamento'.

Casa Branca descreve negociação com o Irã como 'instável', após Trump afirmar que houve 'acordo'

Porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt

Anna Moneymaker / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

A Casa Branca descreveu nesta terça-feira (24) as negociações entre os Estados Unidos e o Irã como 'instáveis' e 'fluídas'. A afirmação foi da porta-voz Karoline Leavitt à BBC e ocorrem logo após o presidente Donald Trump ter dito que houve 'progresso significativo'.

Trump defendeu que ocorreu um 'acordo em quase todos os pontos principais'.

'Discussões diplomáticas delicadas estão em andamento, e os EUA não negociarão por meio da imprensa. A situação é fluida, e especulações sobre possíveis reuniões não devem ser consideradas definitivas até que sejam formalmente anunciadas pela Casa Branca', comentou Leavitt.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse ter conversado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que viu uma possibilidade de chegar a um acordo com o Irã. O líder israelense, entretanto, acrescentou que seguirá atacando o país e o vizinho Líbano, tendo como alvos o programa nuclear de Teerã e o grupo extremista Hezbollah.

Antes, Trump revelou que os Estados Unidos e o Irã tiveram 'conversas produtivas' durante o fim de semana e que ele suspenderá os ataques militares contra instalações de energia por cinco dias.

O republicano detalhou que existem 15 pontos de acordo após novas negociações, mas especificou apenas um: o compromisso dos iranianos de não desenvolverem armas nucleares.

A fala de Trump veio após ameaças de novos ataques caso o Irã não permita a reabertura completa do Estreito de Ormuz.

Teerã, no entanto, negou ter mantido qualquer diálogo com Washington, rejeitando as alegações de Trump como uma tentativa de baixar os preços do petróleo e ganhar tempo para planos militares.

Questionado, o presidente americano reafirmou que houve conversas e disse achar que há problemas de comunicação interna no governo iraniano.

Os preços do petróleo despencaram depois que Trump sugeriu que as negociações poderiam pôr fim à guerra. Após ter alcançado os 113 dólares, o petróleo tipo Brent fechou cotado a 99 dólares.