Irã plantou minas em Ormuz durante cessar-fogo, diz chefe das Forças Armadas dos EUA

 

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O Irã instalou minas navais no Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo iniciado em 7 de abril, segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, o general Dan Caine, que apresentou um mapa com a localização dos artefatos durante uma coletiva de imprensa.

De acordo com ele, novas minas foram posicionadas em 23 de abril, além das já instaladas nas fases iniciais do conflito.

Apesar da movimentação, autoridades americanas ouvidas pelo The Wall Street Journal avaliam que a estratégia não deve interromper totalmente o fluxo marítimo na região. Navios comerciais ainda conseguem atravessar o estreito, contornando as áreas minadas.

Ainda assim, a presença dos explosivos aumenta o risco e a complexidade da navegação, podendo causar atrasos no tráfego em uma das rotas mais estratégicas para o transporte global de petróleo e gás.

EUA afirmam que Irã não tem 'golfinhos kamikaze' e compara com 'tubarões com raio laser'

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos negou as notícias sobre o suposto uso de 'golfinhos kamikaze' equipados com minas pelo Irã para atacar navios americanos e burlar o bloqueio naval dos EUA.

Em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (5), o secretário Pete Hegseth disse que não poderia 'confirmar nem negar se temos golfinhos kamikaze, mas posso confirmar que eles não os têm'.

Hegseth descartava os rumores que surgiram sobre possíveis 'armas sem precedentes' sendo desenvolvidas por Teerã. O chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, ecoou esse sentimento, dizendo que 'nunca tinha ouvido falar' de tal programa, comparando-o ironicamente a 'tubarões com raios laser'.

Os rumores, também trazidos pelo jornal Wall Street Journal, citavam autoridades iranianas dizendo que a República Islâmica poderia implantar novos tipos de armas contra navios de guerra americanos, desde submarinos até mesmo mamíferos marinhos carregados de explosivos.

Essa hipótese foi descartada publicamente por Washington, que, no entanto, confirma que os ataques iranianos contra alvos americanos aumentaram: segundo o Pentágono, Teerã atacou unidades americanas mais de dez vezes desde o início da atual trégua, mesmo que esse número permaneça abaixo do limite que justificaria, segundo Caine, a retomada de operações militares em larga escala.

Cessar-fogo com o Irã não acabou, afirma secretário de Trump

Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, em audiência na Câmara sobre a guerra no Irã.

SAUL LOEB / AFP

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, insistiu nesta terça-feira (5) em uma coletiva de imprensa no Pentágono que o 'cessar-fogo não acabou', embora ambos os lados tenham trocado tiros no Estreito de Ormuz.

'Não, o cessar-fogo não acabou. Em última análise, este é um projeto separado e distinto, e prevíamos que haveria alguma instabilidade no início, o que de fato aconteceu', disse.

O chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, também presente na entrevista, afirmou que o Irã atacou as forças americanas mais de 10 vezes desde o anúncio do cessar-fogo, mas afirmou que isso está abaixo do 'limiar para a retomada de grandes operações de combate'.

O almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA, disse a repórteres nessa segunda-feira (4) que os EUA 'explodiram' seis pequenas embarcações iranianas no Estreito.

Segundo ele, o Washington não busca um conflito com o Irã, apesar do aumento das tensões no Estreito de Ormuz.

'Não estamos buscando uma luta', defendeu, acrescentando que os Estados Unidos têm como objetivo proteger a navegação da agressão iraniana.

Ele afirmou que o Irã 'tem assediado navios há muito tempo' e o chamou de 'o agressor declarado', ao mesmo tempo em que enfatizou que Teerã não controla essa via navegável estratégica.

Além disso, Hegseth defendeu que se o 'Irã atacar navios mercantes e embarcações comerciais americanas, enfrentará um ataque devastador'.

Hegseth afirmou que os Estados Unidos não precisariam entrar no espaço aéreo ou nas águas territoriais iranianas para reabrir o estreito, acrescentando que centenas de navios estavam se preparando para transitar pela rota.

Ele também defendeu que o esforço dos EUA para garantir a segurança da navegação, denominado Operação Projeto Liberdade, é temporário e independente de operações militares mais amplas.