Irã planeja transformar universidade atingida por bombardeios em 'museu da guerra'
O Irã pretende transformar uma universidade atingida por bombardeios no centro do país em um “museu da guerra”, para expor os impactos dos ataques israelenses e americanos em seu território.
Guerra no Oriente Médio: Irã 'não pagou preço suficientemente alto', diz Trump, enquanto Teerã desafia EUA a escolher 'acordo ruim' ou ação militar impossível
Mecanismo de emergência: EUA driblam Congresso e liberam US$ 8,6 bilhões em armas para aliados no Oriente Médio em meio a impasse com o Irã
— O local devastado será preservado como um museu da guerra dentro da universidade, para testemunhar a opressão sofrida pelo país ao longo da história — afirmou, no sábado, Zafarolá Kalantari, reitor da Universidade de Tecnologia de Isfahã.
Ele acrescentou que o ataque a uma universidade “é um exemplo claro de crime de guerra e mostra que aqueles que afirmam defender os direitos humanos não têm compromisso com princípios morais ou normas globais”, segundo a CNN.
Initial plugin text
— Com o apoio do governo, essa área danificada permanecerá intocada para se tornar um museu da guerra para sempre — disse.
Outras áreas foram destinadas à “construção de um novo edifício” para a universidade, disse ele, citado pela agência oficial IRNA.
Segundo o reitor, as primeiras estimativas dos danos causados aos prédios e equipamentos da universidade chegam a cerca de 9,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 55,1 milhões).
Impasse: Irã sofre para romper bloqueio naval americano no Estreito de Ormuz, que se revela rival à altura contra tática de guerrilha iraniana
A universidade de Isfahã foi atingida por bombardeios dos Estados Unidos e de Israel em março, pouco depois do início da guerra, em 28 de fevereiro.
Autoridades iranianas afirmam que os ataques afetaram mais de 30 universidades no país, além de áreas residenciais e infraestrutura civil, e que centros de pesquisa e até acadêmicos foram atingidos, no que Teerã classifica como uma tentativa de enfraquecer suas bases científicas e culturais.
Um cessar-fogo entrou em vigor em 8 de abril. Desde então, as negociações entre Irã e EUA permanecem travadas.
(Com AFP)
