Um dos mais importantes negociadores iranianos zombou do vice-presidente americano, JD Vance, na quinta-feira, depois que ele atribuiu as derrotas republicanas nas eleições de meio de mandato à guerra no Irã. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammed Bagher Ghalibaf, disse na quinta-feira (5) que Vance demonstrou 'energia de jogador perdedor' e que 'não consegue abandonar a mesa'.
'O chefe está preparando a próxima fase da guerra enquanto os Estados Unidos se equilibram à beira de um abismo de prioridade a Israel. Deixe de lado a palestra TED.
Por que não dizer isso ao seu chefe?', escreveu Ghalibaf nas redes. Trump admitiu que a guerra no Irã foi parcialmente responsável pelas derrotas dos republicanos.
Vance foi mais explícito, afirmando em uma longa postagem nas redes na quarta-feira que 'o motivo da nossa derrota foi a guerra'. Ghalibaf tem sido o principal negociador nas conversas entre os EUA e o Irã para pôr fim à guerra.
Mesmo que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha admitido que a guerra com o Irã foi 'em grande parte' a razão para a derrota dos republicanos nas eleições de meio de mandato, ele ainda não culpou ninguém publicamente. Mas a rede de TV americana NBC News informa que Trump disse a alguns de seus aliados nos últimos dias que está considerando substituir o secretário de Defesa, Pete Hegseth, de acordo com duas pessoas familiarizadas com as discussões.
Segundo a reportagem, Trump perguntou aos aliados quem eles achavam que deveria suceder Hegseth. A reportagem ainda lembra que o ex-presidente americano George W.
Bush demitiu seu secretário de Defesa após a derrota nas eleições de meio de mandato de 2006, em decorrência da guerra no Iraque. Duas vagas do Senado continuam indefinidas após as eleições de meio de mandato nos EUA
Capitólio dos Estados Unidos, onde fica a Câmara dos Deputados Pixabay
Duas vagas do Senado americano continuam indefinidas após as eleições de meio de mandato. No Mississippi, com 96% dos votos apurados, a diferença entre os candidatos é de apenas 1.138 votos.
Cerca de 3,6 mil cédulas enviadas pelo correio ainda não chegaram aos locais de contagem. No Alasca, a apuração também segue aberta e pode demorar até duas semanas.
A democrata Mary Peltola lidera a disputa pelo Senado com apenas 637 votos de vantagem sobre o republicano Dan Sullivan. Um candidato independente, com nome quase idêntico ao do senador, recebeu cerca de 3,6 mil votos.
O Partido Democrata já conquistou o controle da Câmara e do Senado e a apuração restante não altera qual partido terá a maioria no Congresso. É a primeira vez em 20 anos que um presidente americano perde a maioria nas duas Casas durante o mandato.
No Senado, os democratas conquistaram 54 cadeiras, contra 44 dos republicanos. Na Câmara, são 240 vagas democratas e 147 sete republicanas, com 48 ainda em apuração.
Os democratas vão governar a maioria dos estados americanos pela primeira vez em 16 anos. O partido de oposição conquistou pelo menos 28 governos estaduais.
Entre os dez estados mais populosos do país, apenas a Flórida será administrada por um republicano. A eleição de meio de mandato também teve o recorde de governadoras e a Câmara pode registrar a maior presença feminina da história.
Até agora, são 17 Estados com uma representante mulher a partir de 2027, 34% do total. E o número pode subir com os Estados ainda em disputa.
O presidente Donald Trump admitiu que a guerra contra o Irã contribuiu para a derrota, mas afirmou que tomaria novamente as mesmas decisões. Após o resultado, o presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, que é republicano, anunciou que vai deixar o cargo antes da posse dos novos parlamentares, prevista para janeiro.
O democrata Hakeem Jeffries é um dos nomes cotados para assumir o posto. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
KENT NISHIMURA / AFP
CBN