Irã inicia luto público pela morte de Ali Khamenei; Até 20 milhões devem participar de funeral
O Irã iniciou vários dias de luto público pelo ex-líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, que foi morto em ataques conjuntos entre os EUA e Israel em fevereiro.
A expectativa é que o funeral aconteça neste sábado (4).
Autoridades disseram à agência de notícias AFP que o funeral em Teerã poderia atrair até 20 milhões de pessoas e esperam que a participação do público seja um 'referendo' sobre a República Islâmica.
Para reforçar seu argumento, as autoridades esperam mobilizar milhões de apoiadores para inundar as cidades do Irã, oferecendo transporte, acomodação e alimentação, a fim de proclamar o poder de seu estado teocrático após este ter sobrevivido ao que consideram uma guerra existencial.
Os clérigos que governam o regime estão preparando vários dias de ritos fúnebres em massa para Khamenei.
Os eventos fúnebres começarão neste fim de semana em Teerã, seguidos por procissões em massa na próxima semana em Qom e Massada, além de cerimônias em todo o Iraque.
'A grande participação pública no cortejo fúnebre do líder mártir e dos demais mártires será, na prática, mais um referendo para a República Islâmica', declarou o aiatolá Mohammad Saidi, líder da oração de sexta-feira em Qom, à mídia estatal.
O Irã alertou Donald Trump e Israel para que não lancem ataques durante o funeral de Estado.
Ali Abdollahi, comandante do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, afirmou que os 'inimigos do Irã' devem evitar um 'erro de cálculo', sob pena de enfrentarem duras represálias.
Aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã
Wikimedia Commons
Em meio a isso, de acordo com a agência Reuters, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã concordou em 'praticamente tudo o que precisamos'.
Discussões e negociações estão em andamento, visando garantir um cessar-fogo permanente entre os países.
