Irã executa homem por invadir área militar em protestos de janeiro; outros presos têm risco iminente de enforcamento

 

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O Irã executou nesta quinta-feira (2) um homem por invadir uma base militar e tentar levar armamentos e munições. Ele teria admitido acusações em interrogatório, questionado por grupos ativistas pelos direitos humanos. O caso ocorreu em janeiro, durante protestos contra o regime iraniano. Amirhossein Hatami foi condenado e levado à forca, depois de seu recurso ser rejeitado pela Suprema Corte do país, segundo a agência de notícias Reuters.

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Para a Anistia Internacional, presos pelos regime estariam sendo "submetidos a tortura e outros maus-tratos durante a detenção, antes de serem condenados em julgamentos extremamente injustos que se basearam em confissões forçadas". A instituição considerava Hatami como um dos 11 presos considerados em risco iminente de execução.

Em janeiro, a Anistia Internacional afirmou que houve assassinatos em massa em "escala sem precedentes". Na ocasião, a organização reportou à Organização das Nações Unidas (ONU) e seus estados-membro documento que pedia para "reconhecerem que a impunidade sistêmica e contínua pelos crimes cometidos pelas forças de segurança nos protestos".

A morte foi anunciada ainda em comunicado feito pelo poder judiciário local. Segundo o informe, Hatami teria admitido as acusações de entrar em uma área militar restrita de Teerã, onde teria danificado e incendiado parte da instalação, além de tentar roubar armas e munições.

Ainda segundo a Reuters, no mês passado, outros três homens também teriam sido julgados e executados pelo assassinato de dois policiais, durante os mesmos protestos ocorrido em janeiro, contra o regime dos aiatolás.