Irã está em 'alerta máximo de combate' e pronto para responder agressões, diz ministro

 

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Em declarações nesta segunda-feira (13), o general Seyyed Majid Ibn Reza, ministro da Defesa iraniano, declarou que o país está preparado para qualquer cenário e responderá com firmeza em caso de agressão.

Segundo a declaração para a emissora estatal Press TV, a resposta será 'dura e decisiva'.

'Estamos prontos para enfrentar qualquer cenário e nossas forças armadas estão em alerta máximo de combate', afirmou.

A declaração ocorre horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar o bloqueio naval do Estreito de Ormuz.

As Forças Armadas dos EUA alertaram nesta segunda-feira (13) que qualquer embarcação que entrar ou sair da área do bloqueio iminente sem permissão estará 'sujeita a interceptação, desvio e captura'.

Em um comunicado aos marinheiros, visto pela agência de notícias Reuters, o Comando Central dos EUA afirmou que impôs um bloqueio no Golfo de Omã e no Mar Arábico, a leste do Estreito de Ormuz, a partir das 11h, no horário de Brasília.

Barco faz manobra no Estreito de Ormuz.

SEPAH NEWS / AFP

O bloqueio será aplicado a todo o tráfego, independentemente da bandeira, afirmou.

O texto dizia:

'Qualquer embarcação que entre ou saia da área bloqueada sem autorização está sujeita a interceptação, desvio e apreensão. O bloqueio não impedirá a passagem de trânsito neutro pelo Estreito de Ormuz para ou a partir de destinos não iranianos'.

Inicialmente, Donald Trump afirmou nas redes sociais que a Marinha dos EUA impediria 'todos e quaisquer' navios de passar pelo Estreito de Ormuz, mas posteriormente os militares americanos esclareceram que aplicariam o bloqueio 'imparcialmente' às ​​embarcações que entrassem e saíssem dos portos iranianos.

A ameaça foi feita diante do fracasso nas negociações de paz na reunião intermediada pelo Paquistão.

O Irã rejeitou as últimas ameaças de Trump de bloquear o Estreito de Ormuz chamando de um 'blefe', determinando o presidente americano a 'respeitar o povo iraniano', de acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias semioficial Iranian Student News Agency.

'Se vocês querem que as condições melhorem, respeitem o povo iraniano, aceitem a derrota e não busquem na mesa de negociações o que não conseguiram alcançar na guerra' disse Ebrahim Rezaei, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Irã, em resposta aos comentários de Trump.

'Podemos revelar outras cartas que ainda não usamos no jogo', continuou.

No fim de semana, o vice-presidente americano JD Vance e representantes do Irã conversaram durante 21 horas em Islamabad, mas não houve acordo sobre o programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz.

Numa publicação no X, o Comando Central dos Estados Unidos afirmou que o bloqueio será aplicado contra embarcações de todas as nações que entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.

O Irã e a Guarda Revolucionária já prometeram uma "resposta letal" e alertaram que o bloqueio vai provocar preços de combustíveis jamais vistos no mundo.

Após a ordem do governo americano, a situação no mercado global de energia e nas bolsas é de forte tensão nesta manhã. O barril do tipo Brent subiu mais de 7% e voltou a ser negociado acima de 100 dólares. O tipo WTI, que é referência nos Estados Unidos, avançou 9% e superou os 104 dólares.