Irã envia mensagem convocando população a se voluntariar contra possível operação terrestre dos EUA

 

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O Irã passou a enviar mensagens de texto para a população do país em uma convocação nacional para defesa contra uma possível operação terrestre dos Estados Unidos. A informação foi confirmada em mensagens vistas pela agência de notícias Associated Press e o jornal The Wall Street Journal.

A mensagem declarava 'uma campanha nacional para aqueles dispostos a sacrificar suas vidas', com um link para se cadastrar 'para defender o território do país'. Uma segunda mensagem de texto semelhante sugeria que os voluntários seriam em breve 'mobilizados'.

Não está claro se as mensagens foram enviadas por um órgão do governo, porém elas direcionavam para um site governamental.

No Irã, ocorreram diversas campanhas de mensagens de texto nos últimos meses, ora incentivando pessoas a se juntarem a forças pró-governo, ora ameaçando aqueles que se opõem a elas. Algumas são provenientes da Guarda Revolucionária paramilitar, enquanto a origem de outras é desconhecida.

O governo do Irã ironizou a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que poderia atacar instalações de energia, de petróleo e a ilha iraniana de Kharg caso um acordo não fosse fechado e o Estreito de Ormuz não fosse reaberto.

Uma publicação na televisão estatal diz que o Irã 'respondeu positivamente às ameaças de Trump e reabriu o Estreito de Ormuz'. Porém, não para todos, e sim 'apenas para dois petroleiros chineses'.

As autoridades iranianas permitiram nesta segunda-feira (30) a passagem de dois navios porta-contêineres de propriedade e tripulação chinesas pelo Estreito de Ormuz.

Em uma publicação nas redes sociais na sua plataforma Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA estavam conversando com um 'regime [do Irã] novo e mais razoável'. Por isso, segundo ele, foi feito um 'grande progresso'.

Trump sugeriu que um acordo com eles seria 'provavelmente' fechado em breve.

No entanto, o republicano reiterou as ameaças de que 'se por qualquer motivo um acordo não for alcançado em breve' e o Estreito de Ormuz não for reaberto, os EUA atacarão as usinas elétricas, os poços de petróleo e a ilha de Kharg do Irã.

Espanha anuncia que fechou espaço aéreo para aviões envolvidos na guerra do Irã, incluindo dos EUA

Avião de abastecimento dos EUA KC-135.

Reprodução

A Espanha fechou nesta segunda-feira (30) seu espaço aéreo para aeronaves envolvidas na guerra com o Irã, incluindo os americanos. A informação foi revelada pelo jornal El País e confirmada pelo governo através da ministra da Defesa, Margarita Robles.

'Não autorizamos o uso de bases militares nem o uso do espaço aéreo para ações relacionadas à guerra no Irã', comentou ela a repórteres em Madrid.

Segundo a reportagem, a proibição incluí o uso das bases militares de Rota e Morón, que abrigam forças americanas na Espanha. A proibição já havia causado um conflito entre os líderes da Espanha e Donald Trump.

A medida se estende à proibição de aeronaves ligadas à guerra sobrevoarem o espaço aéreo espanhol, o que poderia incluir, por exemplo, voos militares dos EUA partindo do Reino Unido ou da França.

A decisão espanhola obriga os aviões militares americanos a contornarem a Espanha a caminho do Oriente Médio.

'Esta decisão faz parte da decisão já tomada pelo governo espanhol de não participar ou contribuir para uma guerra iniciada unilateralmente e contra o direito internacional', disse o ministro da Economia, Carlos Cuerpo, em entrevista à rádio Cadena Ser.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, tem sido um dos opositores mais fortes dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, os descrevendo como imprudentes e ilegais.

Trump ameaçou cortar relações comerciais com Madri por esta ter negado aos EUA o uso das bases militares espanholas.