Irã e EUA confirmam negociação em Omã nesta sexta-feira (6), diz mídia iraniana
Os Estados Unidos confirmou e as primeiras negociações nucleares entre o país e o Irã acontecerão nesta sexta-feira (6) em Omã, também na região do oriente Médio. A informação foi revelada nesta quarta (4) pela agência de notícias iraniana ISNA.
A delegação do Irã será liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. Já a dos EUA será pelo secretário de Estado, Steve Witkoff.
O genro de Trump, Jared Kushner, que participou ativamente das negociações para o fim da guerra em Gaza, também poderá participar.
A agência acrescentou que o principal tema das conversas é o programa nuclear iraniano.
Irã já tinha plano secreto para reprimir protestos de forma violenta, diz organização
Protestos no Irã
Reprodução/TV Globo
Diversos documentos internos do governo iraniano mostram que regime já tinha um plano coordenado com seu aparato de segurança e aprovado pelo líder supremo Aiatolá Ali Khamenei, para reprimir de forma violenta qualquer protesto que ocorresse no país. Além da força física, a ideia era realizar uma forte vigilância e bloquear a internet.
O projeto foi desenvolvido após protestos em 2019 para ser colocado em prática no caso de atos em massa. Ele foi organizado pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã.
A informação foi divulgada pelo Conselho Nacional da Resistência do Irã, uma organização de dissidentes iranianos pelo mundo que defende a queda do regime. Segundo o grupo, essas ordens também planejavam um assassinato em massa.
Alireza Jafarzadeh, vice-diretor do escritório de Washington, disse que os documentos 'foram obtidos de dentro do regime' e, posteriormente, citou a Organização dos Mojahedin do Povo do Irã como tendo tido acesso a eles.
'Esses documentos mostram os esforços do regime para impedir o ressurgimento da revolta e, caso ela ocorresse, para reprimi-la', acrescentou Jafarzadeh, antes de afirmar que existem 'planos operacionais claros alocados à Guarda Revolucionária Islâmica para usar força letal para matar quantas pessoas forem necessárias para se manter no poder'.
São diversos documentos ao longo dos anos que constroem um esforço para confronto aos manifestantes. O primeiro, de 2021, por exemplo, destaca várias etapas de controle em caso de distúrbios. Em caso de uma situação mais grave, a repressão armada era autorizada.
Um segundo documento confidencial, compilado em 2024 pelo Quartel-General Sarallah da Guarda Revolucionária Islâmica, revela até que ponto o regime foi preparado para a dissidência.
O 'Plano Abrangente de Segurança de Teerã', com 129 páginas, detalha extensas medidas de vigilância e repressão, identificando membros de grupos da oposição e familiares de dissidentes executados como inimigos de 'nível um', sujeitos a monitoramento e controle.
Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, pelo menos 6.854 pessoas foram mortas durante os protestos, e 11.280 casos estão sob investigação.
