Irã duvida de operação americana para resgatar piloto e diz que pode ter sido para pegar urânio

 

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O Irã voltou a levantar dúvidas sobre o resgate do piloto do F-15 americano que caiu na útima sexta-feira (3). O governo acredita que, na verdade, o objetivo era pegar o urânio enriquecido do país.

As afirmações são de Esmaeil Baqaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. Ele disse que 'persistem dúvidas e ambiguidades sobre a operação americana'.

'O local onde o avião americano caiu (entre Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad)' fica 'a uma distância considerável' de Isfahan, onde o piloto teria sido resgatado (mais de 20 quilômetros). 'Portanto, existe a possibilidade de uma operação enganosa para roubar o urânio iraniano' da usina nuclear de Isfahan, explicou.

'Mas o ponto fundamental é que a operação foi um fracasso flagrante e uma vergonha catastrófica para eles', completou.

Esmaeil Baqaei também defendeu que o Irã elaborou sua resposta às propostas de paz para a guerra no Oriente Médio transmitidas por meio de mediadores e a anunciará quando necessário

Ele disse que as negociações não poderiam ocorrer sob ameaças, alertando que as ameaças dos EUA de atacar infraestruturas configurariam crimes de guerra. Ele acrescentou que o foco do Irã permanece na defesa do país em meio aos ataques contínuos, enquanto a diplomacia prossegue em paralelo aos esforços militares.

'Há alguns dias, eles apresentaram propostas por meio de intermediários, e o plano americano de 15 pontos foi replicado pelo Paquistão e alguns outros países amigos', disse ele, acrescentando que 'tais propostas são extremamente ambiciosas, incomuns e ilógicas'.

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei.

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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores rejeitou a ideia de que dialogar com mediadores seja um sinal de derrota na guerra.

'O fato de a República Islâmica do Irã apresentar suas opiniões de forma rápida e corajosa em resposta a um plano não deve ser considerado um sinal de rendição ao inimigo'.

O Irã e os Estados Unidos receberam um plano para um cessa-fogo temporário que depois se tornaria um plano de paz para a guerra do Oriente Médio. As informações são da agência de notícias Reuters.

Entre as propostas, se forem concordadas pelas partes, está da reabertura ainda nesta segunda-feira (6) do Estreito de Ormuz.

O potencial acordo, que assumiria a forma de um memorando de entendimento, foi finalizado pelo Paquistão e enviado ao Irã e a Israel durante a noite, disse a agência, confirmando o que o site Axios havia relatado anteriormente sobre a possibilidade de um acordo em duas fases, com uma trégua imediata seguida de um acordo abrangente.

'Todos os elementos devem ser acordados nesta segunda', disse a fonte, enfatizando, porém, ao contrário do que o Axios havia relatado, que o Paquistão é o único canal de comunicação entre as partes.

Além do cessar-fogo imediato, o plano prevê um prazo de 15 a 20 dias para que as duas partes finalizem os detalhes de um pacto permanente.

Segundo a Reuters, o acordo final incluiria o compromisso iraniano de não buscar armas nucleares em troca do alívio de sanções econômicas e a liberação de ativos congelados.

Apesar de confirmar o recebimento do plano, um alto funcionário do governo iraniano declarou à agência que o Irã não aceita um cessar-fogo apenas temporário e que não reabrirá o Estreito de Ormuz sem garantias de um acordo permanente. Teerã também afirmou que não aceitará ser pressionada por prazos impostos por Washington.

Donald Trump durante jantar anual do Comitê Nacional Republicano do Congresso.

Jim WATSON / AFP