Irã diz ter abatido três aeronaves dos EUA em operação de resgate de piloto; Trump afirma que ação foi das 'mais audaciosas da história'

 

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As forças armadas do Irã afirmaram neste domingo que três aeronaves militares dos Estados Unidos foram abatidas durante a operação de resgate de um piloto americano em seu território. A mídia estatal iraniana divulgou imagens de destroços queimados em uma área desértica, de onde ainda saía fumaça.

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O episódio ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que o segundo piloto abatido no Irã havia sido resgatado “são e salvo”, em uma operação que classificou como uma das “mais audaciosas da história” do país. Segundo ele, o militar sofreu ferimentos, mas não corre risco de morte.

A aeronave americana, um caça-bombardeiro F-15E, havia caído no sudoeste do Irã na sexta-feira. O exército iraniano afirma ter abatido o aparelho, cujos dois ocupantes se ejetaram em pleno voo.

O primeiro piloto foi resgatado pouco depois por forças especiais americanas. O segundo permaneceu desaparecido por mais tempo, enquanto autoridades iranianas chegaram a prometer recompensa por sua captura.

“NÓS O TEMOS! Meus compatriotas americanos, nas últimas horas as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma das operações de busca e resgate mais audaciosas da história do nosso país, para um de nossos incríveis membros da tripulação, que também é um coronel muito respeitado”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. “Tenho grande satisfação em informar que agora está SÃO E SALVO”, acrescentou.

Conflito se amplia e atinge países do Golfo

A guerra, iniciada em 28 de fevereiro com bombardeios israelo-americanos contra o Irã, entrou no segundo mês e já provoca impacto na economia global. O fechamento do estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — elevou a tensão nos mercados.

No domingo, países do Golfo voltaram a relatar ataques. Nos Emirados Árabes Unidos, houve incêndio em uma instalação petroquímica após interceptação de disparos iranianos.

No Bahrein, um drone iraniano atingiu um depósito da companhia petrolífera estatal. O Kuwait informou danos em usinas de energia, instalações de dessalinização e um complexo ministerial.

O exército iraniano afirmou ter atacado alvos militares no Kuwait e instalações industriais nos Emirados, que, segundo Teerã, estariam ligadas à produção de equipamentos militares.

Mísseis contra Israel e nova frente no Líbano

Alertas voltaram a ser acionados em Israel após lançamento de mísseis iranianos.

No Líbano, o Hezbollah afirmou ter disparado um míssil de cruzeiro contra um navio de guerra israelense, no primeiro ataque desse tipo desde o início do conflito. O exército israelense disse “não ter conhecimento” do incidente.

Os bombardeios israelenses no território libanês já deixaram mais de 1.400 mortos desde o início de março, segundo autoridades locais.

'Ultimato''

No sábado, Trump deu ao Irã um ultimato de 48 horas para aceitar um acordo que permita a reabertura do estreito de Ormuz. Caso contrário, prometeu desencadear o “inferno” sobre o país.

“O tempo está se esgotando: 48 horas antes de que todo o inferno se desencadeie sobre eles”, afirmou.

Autoridades iranianas reagiram. O general Ali Abdollahi Aliabadi classificou a ameaça como “uma ação impotente, nervosa, desequilibrada e estúpida” e disse que “as portas do inferno se abrirão para eles”.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abás Araqchi, manteve conversas com representantes do Paquistão e do Egito, que tentam mediar uma saída diplomática para o conflito.

Em meio à guerra, o Irã executou dois homens acusados de atuar em nome de Israel e dos Estados Unidos durante protestos recentes, segundo o Judiciário.

A capital Teerã continuava sob bombardeio. Um jornalista da AFP relatou uma espessa camada de fumaça cobrindo o céu da cidade.