Irã diz que vai tratar manifestantes contrários ao atual regime como 'inimigos'

 

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O chefe da polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, alertou na terça-feira que qualquer manifestante que se oponha às autoridades será tratado como um "inimigo", enquanto a República Islâmica entra em seu décimo segundo dia de protestos.

"Se alguém agir de acordo com os desejos do inimigo, não o consideraremos mais um mero manifestante, mas um inimigo. E o trataremos como tal", disse o chefe da polícia nacional, Ahmad Reza Radan, em declarações transmitidas pela emissora estatal IRIB.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conclamou os iranianos a tomarem o poder durante seu pronunciamento no início dos ataques coordenados ao país. Dois meses antes, uma onda de protestos foi brutalmente reprimida e deixado dezenas de milhares mortos nas ruas de Teerã.

Na madrugada desta quarta-feira, o Irã lançou uma nova onda de ataques no Oriente Médio, incluindo bombardeios com drones contra um campo de petróleo saudita, enquanto a Agência Internacional de Energia (AIE) considera a maior liberação de reservas de petróleo bruto de sua história para acalmar os mercados em meio à guerra.

O conflito desencadeado por ataques dos EUA e de Israel contra Teerã se espalhou por toda a região do Golfo, causando aumento nos custos de energia, racionamento de combustível e preços mais altos em todo o mundo.