Irã diz que guerra só vai terminar quando houver garantias de que conflito não se repetirá
O Irã afirmou neste domingo (15) que a guerra só vai terminar quando houver garantias de que o conflito não se repetirá e de que serão pagas reparações pelos danos causados.
A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi. Ele também pediu que outros países “se abstenham de qualquer ação que possa levar a uma escalada” e afirmou que o Irã tem “muitas provas” de que bases americanas no Oriente Médio foram usadas para atacar o território iraniano. Entre os locais citados estão os Emirados Árabes Unidos.
A guerra entra na terceira semana com nenhuma das partes moderando no discurso
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou à BBC News que Teerã quer negociar, mas disse que, neste momento, Washington não vê condições para um acordo com o Irã.
Trump também declarou que poderia voltar a bombardear alvos no principal centro de exportação de petróleo bruto do país, localizado na Ilha de Kharg, “apenas por diversão”.
Segundo ele, as forças americanas devem intensificar ataques na costa iraniana, ao norte do Estreito de Ormuz, para abrir caminho e permitir a retomada do transporte de petróleo.
O bloqueio iraniano desse estreito, por onde costuma passar cerca de um quinto da produção mundial de hidrocarbonetos, fez o preço do petróleo disparar.
Nas redes sociais, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, publicou um vídeo em uma cafeteria depois de rumores na internet de que ele teria morrido.
Nas imagens, Netanyahu aparece tomando café e faz questão de mostrar as duas mãos, com cinco dedos em cada uma.
A gravação foi interpretada como uma resposta a comentários de usuários que afirmavam que um vídeo anterior teria sido feito com inteligência artificial, já que, segundo eles, o líder israelense teria aparecido com seis dedos em uma das mãos.
No vídeo mais recente, o primeiro-ministro também pediu que os israelenses se mantenham seguros.
A Guarda Revolucionária do Irã prometeu na manhã deste domingo que vai matar o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. "Se este criminoso assassino de crianças estiver vivo, continuaremos a persegui-lo e matá-lo com toda a força"
