Irã diz na ONU que ameaças de Trump incitam crimes de guerra e genocídio e que tomará 'medidas recíprocas'

 

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O embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir-Saeid Iravani, falou que as ameaças feitas por pelo presidente Donald Trump na manhã desta terça-feira (7) “constituem incitação a crimes de guerra e potencial genocídio” e que Teerã irá tomar "medidas recíprocas imediatas e proporcionais” se os Estados Unidos lançarem os ataques devastadores prometidos.

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Com a proximidade do prazo estabelecido por Donald Trump para que os iranianos fechassem um acordo que abrissem o Estreito do Ormuz, que seria às 21h da noite desta terça-feira (horário de Brasília), o presidente escreveu que 'uma civilização inteira vai morrer esta noite', em publicações nas redes sociais. O mandatário de Washington também disse que poderia destruir todas as pontes do Irã em questão de horas e reduzir todas as usinas de energia a escombros, além de "ameaçar apagar o país do mapa".

Durante a mesma reunião, o Conselho de Segurança da ONU rejeitou proposta sobre coordenação para reabrir o Estreito de Ormuz, com vetos de China e Rússia, membros permanentes do Conselho, à proposta feita pelo Bahrein, mediador do conflito. Ela encorajava os países "interessados ​​na utilização do Estreito de Ormuz a coordenarem esforços, de natureza defensiva e compatíveis com as circunstâncias, para contribuir na segurança da navegação".

Também nesta terça (7), o Irã voltou a ser intensamente bombardeado, com ataques americanos direcionados contra a Ilha de Kharg, polo estratégico do setor petrolífero. Ele também prometeu instalações de eletricidade, pontes e outros alvos essenciais não militares. No país do Oriente Médio, jovens começaram a formar correntes humanas em torno de usinas de energia e outros alvos potenciais.

Durante a escalada do conflito entre os países, a oposição também tem se posicionado internamente nos Estados Unidos, com um discurso que alarmou tantos os americanos como a população mundial. Representantes do Partido Democrata usaram falas de Trump e do vice-presidente JD Vance para afirmar que há indício de uso de armas nucleares na guerra no Oriente Médio.