Irã divulga vídeo mostrando 'frota' de drones para guerra contra EUA e Israel; veja

 

Fonte:


O governo do Irã divulgou um vídeo de propaganda através da agência de notícias estatal Fars mostrando um arsenal de drones em túneis para serem lançados em meio ao conflito com os Estados Unidos e Israel.

As imagens mostram os mísseis montados em lançadores de foguetes, com paredes adornadas com bandeiras iranianas e imagens do líder supremo morto do país, o aiatolá Ali Khamenei.

Veja o vídeo:

Irã mostra arsenal de drones para guerra contra Israel e EUA

Em um comunicado conjunto divulgado nesta segunda-feira (2), os países árabes do Golfo, aliados dos Estados Unidos, afirmaram que os ataques iranianos contra seus territórios é 'inaceitável' e que uma resposta virá.

A informação foi divulgada pela rede de televisão pan-árabe Al Jazeera, que citou declarações, entre outras, de um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, que afirmou que os ataques iranianos em curso 'não podem ficar sem retaliação'.

Em uma declaração conjunta, Arábia Saudita, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos reafirmam 'o direito à autodefesa' contra esses ataques para 'defender nossos cidadãos'.

Israel afirmou nesta segunda-feira (2) que os ataques contra o Irã desde sábado (28) mataram diversos membros importantes da inteligência iraniana. O porta-voz militar destacou que, entre os mortos, está Sayed Yahya Hamidi, vice-ministro da inteligência iraniana responsável por 'assuntos israelenses', e Jalal Pour Hossein, chefe da divisão de espionagem do Ministério da Inteligência.

'Durante a guerra, soldados israelenses encontraram diversos documentos na Faixa de Gaza que revelavam repetidas tentativas de estabelecer uma sala de operações conjunta de inteligência entre as organizações terroristas Hezbollah e Hamas e a Guarda Revolucionária Islâmica do Líbano, liderada por pessoal do Ministério da Inteligência iraniano', comentou ele.

O comunicado acrescenta que o 'ministério, sujeito a sanções dos EUA há anos, também é o principal instrumento do regime iraniano para monitorar as atividades da população civil, fornecendo as informações que possibilitaram a violenta repressão de protestos ao longo dos anos'.

Os ataques mais recentes dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã mataram três membros da Guarda Revolucionária e cinco militares, de acordo com comunicados oficiais divulgados nesta segunda-feira (2).

'Três membros da Guarda Revolucionária Islâmica foram mortos' em um ataque a um destacamento na província de Lorestan, no oeste do país, segundo um comunicado oficial da Guarda Revolucionária, de acordo com a agência de notícias ISNA.

Em um ataque separado na cidade de Khorramabad, no oeste do país, 'cinco membros do exército iraniano foram mortos', informou a agência de notícias Tasnim, citando um comunicado do exército.

Explosão no Irã após ataque dos EUA e de Israel.

ATTA KENARE / AFP

O governo de Israel afirmou nesta segunda-feira (2) que irá intensificar os ataques nas próximas horas e dias contra 'elementos-chave do regime iraniano'. A afirmação das Forças de Defesa de Israel acontece após o país avaliar que o Irã está tentando realizar bombardeios de mísseis balísticos maiores e mais coordenados contra o território israelense.

Segundo o Comando da Defesa Civil de Israel, os ataques com mísseis contra Israel no último dia consistiram em nove a 30 mísseis por vez, com longos intervalos entre cada lançamento. O Irã não lançou nenhum míssil balístico contra Israel durante a noite.

Isso contrasta com as salvas de dois a três projéteis, com intervalos mais curtos entre cada lançamento, durante o primeiro dia do conflito.

As Forças de Defesa de Israel acreditam que o Irã está tendo dificuldades para coordenar ataques ainda maiores, com dezenas de mísseis lançados simultaneamente, enquanto a Força Aérea Israelense busca localizar seus lançadores.

O Comando da Defesa Civil também confirma que o Irã lançou um míssil balístico com uma ogiva de bomba de fragmentação contra o centro de Israel na noite passada.

Ataques dos EUA atingiram instalações nucleares no Irã

Centro de energia nuclear do Irã em Natanz.

AFP PHOTO / MAXAR TECHNOLOGIES

Os ataques dos Estados Unidos atingiram instalações nucleares do Irã, afirmou o embaixador iraniano junto à Agência Internacional de Energia Atômica em uma reunião de emergência na segunda-feira (2).

Ele afirmou que as instalações de Natanz foram atingidas no ataque.

A declaração surge no mesmo dia em que a agência disse não haver indícios de que as instalações nucleares do Irã tenham sido atingidas.

'Não temos indicação de que qualquer uma das instalações nucleares... tenha sido danificada ou atingida. Os esforços para contatar as autoridades reguladoras nucleares iranianas... continuam, sem resposta até o momento', disse o chefe da AIEA, Rafael Grossi, em um comunicado ao conselho.

Ainda na declaração, ele destacou preocupação com a situação e que não poderia ser possível descartar uma 'possível liberação radiológica com graves consequências, incluindo a necessidade de evacuar áreas tão grandes ou até maiores que grandes cidades'.

Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira (2), a ONG Crescente Vermelho Iraniano informou que um total de 555 pessoas foram mortas em todo o Irã nos ataques conjuntos dos EUA e de Israel desde o início no sábado (28).

Ainda de acordo com o grupo, 131 cidades foram afetadas até o momento em diversas regiões do país. Os números não fazem distinção entre militares, líderes e civis.

Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã já causam no mundo o temor de um conflito generalizado e impactam a economia global afetando os preços do petróleo e cancelando centenas de voos.

A ofensiva militar e os contra-ataques retaliatórios contra instalações americanas e israelenses provocaram interrupções imediatas na cadeia global de suprimento de energia.

O barril do petróleo tipo Brent, referência internacional, alcançou na abertura das bolsas asiáticas o valor de 78,34 dólares - uma alta de sete e meio por cento.

Investidores temem que o fornecimento de petróleo do Oriente Médio sofra uma redução drástica, ou até seja interrompido, especialmente devido às tensões no Estreito de Ormuz.

Ataques contra embarcações na região já limitam a capacidade de exportação de vários países.

As ofensivas com mísseis, por sua vez, deixam milhares de passageiros retidos em aeroportos do Oriente Médio.

Pelo menos 2,8 mil voos foram cancelados apenas nesse domingo (1) em diversos aeroportos do mundo.

O espaço aéreo foi fechado em países estratégicos como Israel, Catar, Síria, Irã, Iraque, Kuwait, Bahrein, Omã e Emirados Árabes Unidos.

Aeroportos em Dubai, Abu Dhabi e Doha, fundamentais para conexões entre Europa, África e Ásia, foram diretamente afetados pelos ataques. Estima-se que pelo menos noventa mil pessoas façam conexões diárias nesses terminais.

Ataques dos EUA e de Israel contra Irã.

- / VARIOUS SOURCES / AFP