Irã divulga mapa com zona marítima controlada pelo país no Estreito de Ormuz e em áreas próximas

Irã divulga mapa com zona marítima controlada pelo país no Estreito de Ormuz e em áreas próximas

 

Fonte: Bandeira



O governo iraniano anunciou nesta sexta-feira (22) que criou uma Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico e delimitou em um mapa a autodenominada 'zona marítima controlada'.

Segundo divulgado pelo mapa, essa região será a supervisionada pelo Irã daqui para frente.

Veja:

Mapa da área que o Irã afirma que irá controlar no Estreito de Ormuz e nas proximidades.

Reprodução/Redes Sociais

Além disso, a Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que 35 navios passaram pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, incluindo petroleiros, navios porta-contentores e outras embarcações comerciais.

A força militar iraniana insiste que a importante via navegável permanece aberta ao tráfego 'com coordenação e segurança fornecidas pela Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica'.

Isso ocorre em meio a notícia de que o Irã discutiu nos últimos dias com Omã um possível sistema tarifário para navios que transitam pelo Estreito de Ormuz, ignorando os alertas do governo Trump contra a cobrança de taxas pela travessia de uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, segundo o jornal The New York Times.

Não está claro se um plano concreto surgirá das negociações, mas as discussões parecem indicar que EUA e Irã ainda estão longe de uma solução real para o conflito.

Uma das ideias dos Estados Unidos com o acordo de paz é a reabertura do estreito.

Questionado sobre o tema, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, diz que a ideia não pode ir para frente.

Segundo ele, se os iranianos forem autorizados a estabelecer um sistema de pedágio para a travessia do Estreito de Ormuz, isso criará um precedente, e outras nações em condições de fazer o mesmo seguirão o exemplo.

Rubio admite 'plano B' caso EUA não cheguem a acordo com o Irã

Trump anuncia Marco Rubio como secretário de Estado dos EUA

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O secretário de Estado americano, Marco Rubio, respondeu a repórteres na Suécia em uma reunião da OTAN que a ideia dos Estados Unidos é seguir em um acordo com o Irã, além de que o Estreito de Ormuz e que o país abandone suas 'ambições nucleares'.

No entanto, Rubio deixou claro que o governo Trump possui um 'plano B', mas dizendo que esperava não ser preciso acionar.

'Mas também precisamos de um Plano B, e o Plano B é: e se o Irã se recusar a abrir o estreito? E se o Irã decidir: 'Recusamos abrir o estreito, vamos nos apropriar dele e cobrar pedágio?' Bem, nesse ponto, algo precisa ser feito a respeito'.

O Irã reiterou que não considera as exigências feitas aos Estados Unidos como concessões, mas simplesmente como respeito aos seus direitos. A afirmação é do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, defendendo que não quer nenhuma 'concessão dos EUA'.

Em declarações republicadas pela agência de notícias Tasnim, o porta-voz relembrou das sanções, que chamou de 'paralisantes', americanas culpando um desenvolvimento nuclear.

Portanto, defendeu, 'exigimos o fim das ações criminosas dos Estados Unidos contra a nação iraniana. As sanções devem ser suspensas e os ativos congelados do Irã devem ser descongelados e disponibilizados ao país', explicou.

'Eles devem tomar medidas para acabar com o chamado bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz, o que é completamente contrário ao direito internacional', completou