Irã derruba caça dos EUA; um tripulante é resgatado e outro segue desaparecido

 

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O Irã derrubou um caça F-15E Strike Eagle da Força Aérea dos Estados Unidos sobre seu território, informaram nesta sexta-feira autoridades americanas e meios de comunicação estatais iranianos, segundo o New York Times. Dos dois tripulantes da aeronave, um foi resgatado em território iraniano, enquanto o outro permanece desaparecido. Forças americanas continuam mobilizadas em operação de busca e resgate, enquanto militares iranianos realizam ações para localizar o outro tripulante.

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Pilotos americanos são treinados para esse tipo de situação em protocolos conhecidos como SERE — sigla em inglês para sobrevivência, evasão, resistência e fuga — que orientam como agir após a queda em território hostil. Após a ejeção, a instrução é buscar abrigo, evitar contato com forças inimigas e usar rádios para transmitir a localização às equipes de resgate.

A derrubada marca o primeiro caso conhecido de uma aeronave de combate americana abatida em território hostil desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

Caça F-15

Divulgação

O F-15E é um dos principais caças de ataque da Força Aérea americana, usado em missões de bombardeio e apoio aéreo.

Segundo fontes americanas, os EUA mantêm forças-tarefa na região, inclusive no Iraque e na Síria, preparadas para operações desse tipo. Ainda assim, a missão é considerada de alto risco, já que envolve atuação em território hostil, com ameaça de sistemas antiaéreos, mudanças climáticas e a ausência de tropas americanas em solo iraniano.

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Veículos ligados à Guarda Revolucionária afirmaram que helicópteros americanos envolvidos nas operações chegaram a ser alvo de disparos e tiveram de recuar.

Um canal local da televisão estatal do Irã afirmou que um piloto de caça americano teria se ejetado sobre o sudoeste do país. A possível região da queda, na província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, é predominantemente rural e montanhosa.

A emissora também exibiu imagens do que afirmou serem destroços da aeronave abatida, transportados na carroceria de uma caminhonete, mas não apresentou detalhes que permitissem verificação independente.

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Durante a transmissão, o apresentador leu um anúncio incentivando a população a capturar eventuais pilotos inimigos e prometendo recompensa. Em outra mensagem exibida na tela, o público era instado a reagir com violência caso identificasse aeronaves.

Segundo a agência Associated Press (AP), essa é a primeira vez desde o início da guerra que autoridades iranianas recorrem à televisão para incentivar diretamente a população a localizar um piloto inimigo.

Confira:

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Forças iranianas iniciam busca por piloto

O Exército iraniano lançou uma operação de busca pelo piloto do caça americano atingido por um sistema de defesa aérea, comunicou na sexta-feira a agência de notícias iraniana Fars.

"As forças militares lançaram uma operação de busca para encontrar o piloto do caça americano que foi atingido hoje mais cedo", informou a agência.

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Procurado pela AFP, o comando militar dos EUA para o Oriente Médio (Centcom) não comentou imediatamente o suposto incidente.

O episódio ocorreu no mesmo dia em que o presidente Donald Trump celebrou ataques americanos a alvos iranianos e afirmou que “há muito mais por vir”, prometendo intensificar os bombardeios nas próximas semanas.

A ação se insere em um contexto de escalada da guerra no Oriente Médio, que se aproxima do fim de sua quinta semana. O Irã tem ampliado ataques na região, atingindo infraestruturas estratégicas, como uma refinaria no Kuwait e uma usina de dessalinização, enquanto enfrenta bombardeios de forças americanas e israelenses.

Risco econômico global

De acordo com informações da AP, o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás natural do mundo, tem provocado instabilidade nos mercados. O preço do barril do petróleo Brent subiu mais de 50% desde o início do conflito, elevando o risco de aumento no custo de produtos básicos.

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No campo diplomático, surgem sinais de tentativa de negociação. O ex-ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, publicou proposta defendendo limites ao programa nuclear iraniano em troca do fim das sanções e da reabertura do estreito. A iniciativa reúne elementos de planos apresentados por Washington e Teerã, mas ainda não há indicativos de avanço nas negociações.

Enquanto isso, o Conselho de Segurança da ONU deve discutir medidas para garantir a segurança da navegação na região. Propostas mais duras, que autorizariam o uso da força, enfrentam resistência de potências com poder de veto.

O conflito já deixou milhares de mortos e deslocados em diferentes países do Oriente Médio, com impactos humanitários e econômicos crescentes. A alegação sobre o piloto americano, ainda sem confirmação independente, ocorre em meio a um cenário de tensão elevada e guerra de narrativas entre as partes.

(Com New York Times)