Irã denuncia 'violações do cessar-fogo' por Israel

 

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, denunciou "violações do cessar-fogo" por parte de Israel em uma conversa por telefone com o comandante das Forças Armadas do Paquistão, país que mediou a frágil trégua entre Estados Unidos e Irã, informou um comunicado do ministério iraniano.

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Araghchi "discutiu as violações do cessar-fogo pelo regime sionista no Irã e no Líbano", referindo-se a Israel, durante a conversa com o influente líder militar paquistanês, o marechal Asim Munir, segundo o comunicado.

Segundo a mídia estatal iraniana, autoridades também dizem ter derrubado um drone de fabricação israelense no sul do país, mesmo após o anúncio do cessar-fogo.

"Há alguns minutos, um drone Hermes 900 avançado foi interceptado e destruído no céu em Lar, província de Fars, por disparos do sistema moderno de defesa aeroespacial da Guarda Revolucionária", diz o comunicado, divulgado pela rede Irib: "A entrada de qualquer tipo de aeronave do inimigo americano ou sionista no espaço aéreo do país, mesmo que não esteja realizando operações militares, é considerada uma violação do cessar-fogo e será respondida com firmeza", acrescenta o comunicado.

Trégua precária

O episódio ocorre em meio à trégua de duas semanas acordada entre os Estados Unidos e Israel, anunciada nesta terça-feira, poucas horas antes do prazo estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O incidente reforça a fragilidade do cessar-fogo, já colocada em dúvida por novos ataques registrados na região. O Kuwait afirmou ter sido alvo de "uma intensa onda de ataques iranianos", enquanto os Emirados Árabes Unidos disseram que suas defesas aéreas atuaram contra mísseis e drones lançados a partir do Irã.

Autoridades iranianas, por sua vez, afirmaram que ofensivas contra países do Golfo ocorreram após bombardeios contra instalações petrolíferas na ilha de Lavan, classificadas como um "ataque covarde".

A tensão também se mantém em outras frentes. Israel realizou bombardeios no sul do Líbano e afirmou que a trégua com o Irã não se aplica ao território libanês, onde continua em confronto com o Hezbollah.

Em meio à escalada, a Guarda Revolucionária declarou que "não confia" nas promessas dos Estados Unidos e que permanece "com o dedo no gatilho", apesar da trégua.