Irã defende Guarda Revolucionária em ataques de Ormuz após relatos de desentendimentos entre autoridades
Autoridades do Irã defenderam a Guarda Revolucionária do país nesta quarta-feira (22) após informações na imprensa iraniana de desentendimentos com a Guarda na condução das negociações com os Estados Unidos para o fim do conflito.
O presidente do Parlamento e chefe da delegação iraniana em Islamabad, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que o exército é motivo de 'orgulho e honra' para o país e uma 'muralha de ferro' contra os 'inimigos'.
A declaração foi feita, segundo a agência de notícias iraniana IRNA, pelo aniversário de fundação da corporação.
Os elogios de Ghalibaf seguem os do presidente Masoud Pezeshkian, que também fez comentários elogiosos para a guarda.
Irã ainda analisa cenários para responder a prorrogação de cessar-fogo anunciada por Trump
Fumaça após ataque contra o Irã na guerra do Oriente Médio.
AFP
O Irã ainda não se posicionou oficialmente sobre a prorrogação do cessar-fogo anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O país analisa diversos aspectos da decisão do presidente americano e cenários para uma resposta.
A informação foi divulgada pela agência de notícias iraniana Tasnim.
Em uma entrevista à rede de TV britânica BBC, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou que o país não violou compromissos 'na segunda rodada de negociações com os Estados Unidos em Islamabad, visto que o país jamais declarou que participaria'.
'Se concluirmos que viajar a Islamabad para as negociações é do interesse nacional, iremos, mas até o momento não tomamos nenhuma decisão sobre o assunto', disse.
Baghaei continua, dizendo que os EUA 'não demonstraram boa vontade nem seriedade nas negociações e mudaram de posição repetidamente'.
Já em uma declaração divulgada pela TV estatal, ele comentou que a 'diplomacia é uma ferramenta para garantir os interesses e a segurança nacionais', acrescentando que o Irã só agirá quando chegar à conclusão de que 'os fundamentos necessários e lógicos para usar essa ferramenta para alcançar os interesses nacionais' foram estabelecidos.
Baghaei completou dizendo que o Irã 'utilizará todas as oportunidades e recursos para responsabilizar os agressores e garantir os direitos do país, incluindo a aplicação de justiça aos perpetradores e autores de crimes de guerra e a exigência de indenização'.
