Irã considerou atacar Ucrânia, mas diplomacia interviu com receio de escalada em conflito, afirma NYT

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Fonte da notícia: CBN CBN

O Irã estava considerando atacar um porto ucraniano em resposta a um ataque ucraniano contra um navio iraniano, mas a intensa atividade diplomática conseguiu acalmar a situação até o momento. A informação é do jornal americano The New York Times, citando autoridades iranianas e americanas. A Ucrânia, que acusa o Irã e a Rússia de apoiarem as operações militares um do outro, atingiu um navio mercante iraniano no Mar Cáspio no sábado, matando um marinheiro civil. As autoridades iranianas prometeram retaliação.

Algumas fontes familiarizadas com a inteligência disseram ao NYT esperar que o Irã lançasse um míssil balístico com uma pequena ogiva contra a Ucrânia, um ataque simbólico que causaria danos relativamente limitados. Outras autoridades disseram que o alvo provavelmente era um dos portos ucranianos no Mar Negro.

Autoridades iranianas disseram esperar que o conflito terminasse com um ataque retaliatório, mas autoridades ocidentais alertaram que era difícil prever como a Ucrânia responderia.

O bloqueio americano aos portos iranianos no Golfo Pérsico aumentou ainda mais o comércio entre o Irã e a Rússia através do Mar Cáspio. O Mar Cáspio tornou-se uma rota de abastecimento crucial tanto para o comércio aberto quanto para o clandestino.

Nessa terça (28), o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, conversou com o chanceler ucraniano, Andriy Sybiha. Após a ligação telefônica, Araghchi afirmou em uma publicação que Sybiha descreveu o ataque ao navio mercante como inadvertido.

'O Irã também não busca uma escalada, mas deixou claro que qualquer ataque contra nossos cidadãos ou interesses é inaceitável. Deve haver compensação pelos danos sofridos', declarou. Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi OZAN KOSE / AFP Na segunda (27), o Irã renovou suas ameaças à Ucrânia devido ao recente ataque no Mar Cáspio, que resultou na morte de um marinheiro, alertando que ataques contra o regime 'nunca serão sem consequências'. Ebrahim Azizi, chefe da comissão de segurança nacional do parlamento iraniano, alertou a nação europeia devastada pela guerra que o Irã 'não deixa dívidas por pagar'. O alerta de Azizi surge após o ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, ter ameaçado atacar a Ucrânia. 'Atacar o Irã nunca foi e nunca será sem custos; os Estados Unidos e o regime sionista sabem disso muito bem. A Ucrânia também logo perceberá que a República Islâmica do Irã não deixa dívidas por pagar. A lista de forças derrotadas está ficando cada vez maior!', disse, em declaração para a mídia estatal. No domingo (26), Azizi acusou a Ucrânia de ter feito um 'cálculo errado' e alertou que qualquer ataque ao regime 'sempre tem um preço'. Desde então, Teerã convocou o encarregado de negócios da Ucrânia, que está baseado em Teerã, devido ao que classificou como um 'ato hostil e criminoso'. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que as forças de Kiev atacaram um navio de guerra russo e embarcações 'usadas em carregamentos de carga militar' envolvendo o Irã. Ele proclamou que as forças ucranianas alcançaram 'resultados muito expressivos' na operação militar. Ataque dos Estados Unidos contra o Irã. Reprodução O Serviço de Segurança da Ucrânia afirmou que os navios de carga sancionados transportavam material militar entre o Irã e a Rússia, mas ainda não se sabe quem estava fornecendo para quem. O Irã tem negado consistentemente o fornecimento de armas para a Rússia em sua guerra contra a Ucrânia, mas admitiu ter enviado o que descreve como um número limitado de drones após a invasão de 2022. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou russos e chineses sobre os riscos de retribuir o favor ao regime iraniano recentemente dizendo que 'seria muito ruim para eles'. 'O presidente Putin, apesar da guerra horrível que está acontecendo na Ucrânia, me disse que não venderia armas ao Irã', escreveu Trump na sexta-feira em sua plataforma Truth Social . Trump afirmou que o presidente chinês Xi Jinping lhe disse que Pequim não 'daria nem venderia armas à República Islâmica do Irã'.

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