Irã chama ameaças de Trump a Omã como

Irã chama ameaças de Trump a Omã como 'perigosas' e 'ato de intimidação'

 

Fonte: Bandeira



O Irã classificou as ameaças de Trump contra Omã como 'perigosas' e 'um ato de intimidação'. O presidente dos Estados Unidos ameaçou atacar o país, que negocia um controle do Estreito de Ormuz com os iranianos.

'Omã vai se comportar como todo mundo, ou teremos que explodi-los. Eles entendem. Eles vão ficar bem', afirmou.

Do outro lado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que era uma ameaça em destruir um Estado-membro da ONU 'que sempre desempenhou um papel construtivo, eficaz e responsável na paz e segurança regional, e que por muitos anos serviu nobremente à paz e à estabilidade regional como mediador em processos diplomáticos'.

Baghaei completou defendendo que 'não apenas violam o princípio fundamental que proíbe a ameaça do uso da força, mas também representam mais um sinal perigoso da normalização da ilegalidade e da intimidação nas relações internacionais'.

Durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, Trump ainda completou:

'Ninguém vai controlar isso. Vamos ficar de olho nele. Vamos monitorar, mas ninguém vai controlar. Isso faz parte da negociação que temos. Eles gostariam de controlá-lo'.

O alerta surgiu depois das notícias de que Irã e Omã estavam negociando um plano de cobrança de taxas em Ormuz.

Trump diz que Irã quer encerrar guerra, mas que EUA ainda discordam de termos do acordo

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso.

Brendan SMIALOWSKI / AFP

O presidente americano, Donald Trump, voltou a afirmar nesta quarta-feira que o Irã quer fechar um acordo para encerrar a guerra contra os Estados Unidos e Israel, mas expressou insatisfação com os termos do acordo negociado com Teerã.

As declarações ocorreram durante a abertura de uma reunião de Gabinete na Casa Branca, convocada por Trump para discutir a situação do conflito e as negociações em curso com seus principais assessores.

O republicano também disse hoje mais cedo que os EUA não vão aliviar sanções ao Irã em troca da entrega de urânio altamente enriquecido, em entrevista hoje à PBS News. Um dos pontos mais sensível do acordo.

O encontro ocorre dias depois de o republicano insistir que havia "praticamente negociado" um acordo com Teerã, embora as conversas ainda permaneçam em situação incerteza e os dois lados descartem um pacto iminente.

A tensão entre os países escalou nos últimos dias, após novas ações militares americanas serem acusadas de violações ao cessar-fogo por Teerã.

Além disso, a Casa Branca afirmou em comunicado que as notícias veiculadas pela mídia iraniana sobre um memorando de entendimento para pôr fim à guerra "não são verdadeiras e são uma completa invenção".

Mais cedo, uma emissora estatal iraniana afirmou que teve acesso à minuta de entendimento entre o Irã e os Estados Unidos.

Segundo a reportagem, a proposta prevê que as forças militares dos EUA vão se retirar das proximidades do Irã e suspenderão o bloqueio naval.

Em contrapartida, o Irã se comprometeu a restaurar o número de navios comerciais em trânsito pelo Estreito de Ormuz aos níveis pré-guerra dentro de um mês.

Enquanto negociações seguem entre os dois países, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou nesta quarta-feira em comunicado na mídia estatal que a passagem de embarcações de "países hostis" pelo Estreito de Ormuz continua proibida.

Os confrontos se intensificam entre Israel e Líbano.

O Exército de Israel emitiu um alerta de evacuação hoje para os moradores de uma no sul do Líbano, e áreas vizinhas, afirmando que estava prestes a atacar alvos do Hezbollah na região.

Esses ataques dificultam o acordo, visto que o Irã exige desde o iniciou das negociações que o Líbano esteja incluído na proposta de um cessar-fogo definitivo.

O governo norte-americano vai estender por seis meses as proteções contra deportação e as permissões de trabalho para milhares de cidadãos libaneses nos Estados Unidos, segundo aviso publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial dos EUA.